Especialista diz o que empresários e consumidores devem esperar da Black Friday

A pandemia trouxe modernização nos processos de compra e ampliou a oferta de produtos, mas o cliente deve ficar atento

Uma pesquisa realizada pelo Opinion Box, em parceria com a Social Miner, divulgada nesta segunda (16), mostrou que 24% das pessoas das pessoas pretendem investir mais de R$ 1.000 em compras na Black Friday, que acontece oficialmente no dia 27 de novembro. Outros 28% revelaram que irão comprar para adiantar as compras de Natal. Já 63% disseram que não vão deixar de aproveitar as ofertas da data.

Diante dos dados, o especialista em e-commerce Felipe Dallacqua respondeu alguns questionamentos sobre o que os empresários e consumidores devem esperar da data tanto em relação à vendas, como às exigências na segurança de dados.

Dallacqua é vice-presidente de vendas e sócio da VTEX, multinacional que desenvolve plataformas de e-commerce em mais de 30 países e tem como clientes como Sony, Walmart, Whirlpool, Coca-Cola, Stanley Black & Decker e Nestlé.

Pandemia trará redução nas vendas em lojas físicas e crescimento na venda on line (Foto: Reprodução)

1. Qual a expectativa de vendas na Black Friday para este ano em relação ao comércio virtual?

A expectativa para esta Black Friday é enorme. Muitos faltam que será a maior de todos os tempos. O comércio eletrônico deu um salto neste ano, atingindo mais de 10% de todas as vendas do varejo. O crescimento foi de mais de 100% nesse período de pandemia.

Os consumidores que não puderam gastar dinheiro com viagens e entretenimento, certamente, aproveitarão as oportunidades deste período. E, o varejo, para evitar um resultado consolidado negativo de vendas neste ano, irá aproveitar ao máximo a Black Friday para liberar seu estoque.

2. Quais categorias mais costumam ser procuradas e vendidas?

Todos os últimos anos tivemos as categorias como Smartphones, Eletrônicos, Informática, Eletrodomésticos, Moda e Saúde e Beleza como os queridos e mais procurados pelos consumidores. Neste ano não será diferente.

O que podemos esperar como uma categoria com mais crescimento referente ao ano passado serão as categorias como Casa, Decoração e Móveis devido à mudança do consumidor com migração para interiores e maior afinidade com o trabalho remoto. O investimento em casas promete crescer bastante neste final de ano.

3. Você acha que a pandemia irá provocar um aumento nas vendas na Black Friday? Por quê?

A pandemia já vem provocando um aumento de vendas no comércio eletrônico em todos os meses anteriores e com o Black Friday não será diferente. A grande diferença de 2020 será que as lojas físicas, que também participam do movimento, terão suas limitações de consumidores simultâneos devido à restrições impostas pelos governos.

Outro fator importante é a entrada de novas lojas no ambiente  on line. Muitas delas só vendiam fisicamente. E, não podemos desconsiderar a entrada de consumidores que compraram pelo e-commerce pela primeira vez durante a pandemia e gostaram da comodidade do canal.

4. Você acha que essa Black Friday será mais digital que as outras? Por quê?

Certamente será a Black Friday mais digital de todas, dado que ainda existem diversas restrições em cidades no Brasil e, sem a vacina, a maior parte dos consumidores não irão se colocar em risco indo até uma loja física lotada, já que podem aproveitar o mesmo estoque e preço pelo canal digital.

5. Acha que é uma tendência as pessoas comprarem presentes na Black Friday para presentearem a si mesmas?

Diferente do Natal que é uma época do ano onde compramos presentes para nossas famílias e amigos, o Black Friday é para uso próprio, com base na oportunidade de pagar menos por itens de desejos que o consumidor vem namorando ao longo do ano.

6. Pode dar algumas dicas de como o consumidor pode comprar com segurança pela internet?

Primeiro passo é verificar se o site é acessado por um servidor seguro. Antes do endereço da loja, há uma sigla “HTTPS”, que quer dizer que o servidor é seguro e todas as informações ali trafegadas são criptografadas.

Em relação ao pagamento, dê preferência a sites que utilizam meios de pagamentos conhecidos no mercado como PayPal, Pagseguro, Mercado Pago. Esses meios de pagamento possuem segurança em relação ao consumidor. Caso o lojista não entregue o pedido, o consumidor pode solicitar o pagamento de volta sem precisar entrar em contato com o lojista.

7. Como o consumidor pode se certificar de que a loja virtual é confiável?

É obrigatório por lei que uma loja virtual tenha razão social, endereço e CNPJ no rodapé. Sempre verifique a idoneidade da empresa com essas informações. Se colocar no Google o CNPJ da loja, você achará diversas informações sobre a empresa, inclusive processos ativos contra ela.

Reclame Aqui e Ebit também são dois sites de consulta de histórico sobre a loja. E, por fim, se a marca tem lojas físicas também é mais um ponto de tranquilidade para o consumidor. Desconfie de sites com poucos produtos, ofertas de produtos com preços duvidosos e sites brasileiros com final apenas .com.

8. Em relação à logística, como os varejistas podem se organizar para fazer as entregas dentro do prazo e sem atrasos, já que a demanda será muito maior?

O lado positivo de 2020 é que os varejistas já estão atuando com uma demanda alta desde abril desse ano. Acredito que neste ano será mais “fácil” passar pelo boom de vendas da Black Friday, pois existe uma preparação contínua desde o início da pandemia.

Por outro lado, com o crescimento do setor logístico também durante essa pandemia, surgiram vários novas empresas para atuar nesse segmento tirando o gargalo de grandes transportadoras e gigantes do setor logístico como Uber, Cabify e 99Taxi entraram na hall de serviços de entregas de e-commerce.

(Com Assessoria)

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





Aceito que meu nome seja creditado em possíveis erratas.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorEm Cuiabá, vereadores gastam R$ 635 mil e são derrotados nas urnas
Próximo artigoVereadores negros são 6% do total de eleitos; brancos são 53%