Escola de música produz videoaulas que chegam até alunos da zona rural

Para dar continuidade ao programa, professores criaram videoaulas encaminhadas via WhatsApp

Alunos se conectam aos professores por WhatsApp e Skype; tarefas são devolvidas por vídeo

O Instituto Ciranda, que mantém seis polos de ensino musical em Mato Grosso, teve que encontrar uma alternativa para garantir a continuidade das aulas. Por conta da situação de pandemia decorrente do coronavírus, as atividades nas sedes foram suspensas.

Para contornar a situação, a equipe pedagógica que ministra aulas em polos em Cuiabá, Rondonópolis, Poconé e Chapada dos Guimarães idealizou nova metodologia de ensino à distância, contemplando desde os alunos da capital até os da zona rural.

Para se manter informados sobre o conteúdo e praticar em casa, os alunos de Água Fria e João Carro, distritos de Chapada, aproveitam a hora da energia nas escolas da rede pública para se “abastecerem”, afinal, como moram em locais afastados, não têm acesso à internet.

Conectados, fazem o download das videoaulas em seus celulares e participam de videoconferência.

Um dos grandes desafios dessa nova fase, avalia a professora Jessica Gubert é planejar o formato das disciplinas de acordo com a realidade de cada um dos polos.

“Além de desenvolver as aulas, precisamos mapear o aceso à internet em cada região, se os alunos estão com instrumentos organizados, método de ensino em mãos. Só depois de termos todas essas informações é que buscamos a melhor maneira de implantar esse sistema online”, explica a clarinetista.

Tarefas são entregues em vídeos

Quanto ao formato das aulas, são formados grupos de classes no WhatsApp, de acordo com o nível e o instrumento. Os alunos recebem videoaulas semanais e têm quatro dias para responder aos exercícios, que são entregues em vídeo.

Então o professor assiste a todos e retorna, de maneira individual, com vídeo ou áudio, dependendo da necessidade de cada estudante.

“São muitas turmas, muitos polos e muitas realidades. Precisamos dar condições, apresentar novas ferramentas de ensino. Estamos produzindo muitas videoaulas, é um vídeo por semana para cada nível de instrumento. O retorno é sempre individual. Para os instrumentistas em nível avançado, as aulas são individuais e ocorrem uma vez por semana”, explica Jessica.

A coordenadora pedagógica do Instituto Ciranda, Yndira Villarroel ressalta que a colaboração dos pais na cobrança das tarefas e feedback das aulas tem sido fundamental para que o “novo” método seja bem desenvolvido e gere bons resultados, para quando os ensaios coletivos retornarem.

Skype, telefone e WhatsApp

“Trabalho com mais de 100 alunos de violino e viola, entre os níveis 1 e 5. Para os níveis mais avançados, as aulas ocorrem por Skype e são um pouco mais práticas”, diz a coordenadora.

Para o professor de flauta transversal, Leonid Peniago, o novo método requer muita disciplina. Após o contato individual com cada estudante, por telefone ou WhatsApp, o professor faz uma proposta de vídeo aos flautistas.

“O vídeo é uma ferramenta muito versátil. Podemos explorar de várias formas. Propus um exercício e pedi um vídeo para cada um deles. Assim posso acompanhar bem, individualmente, erros, acertos. Está dando muito certo. Conversamos muito depois, respondo cada um deles com muito mais propriedade”.

(Com assessoria)

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