Epidemia de “transgêneros” – Medicina baseada em evidências

A Disforia de gênero é um problema que reside na mente e não no corpo

(Foto: Elza Fiúza/ABr)

Publicado originalmente em Articulação Conservadora.

O AMERICAN COLLEGE PEDIATRICIAN clama para os profissionais de saúde, educadores e legisladores a rejeitarem todas as políticas que condicionam as crianças e adolescentes a aceitarem uma vida de representação química e cirúrgica do sexo oposto como normal e saudável. Fatos – não ideologia – determinam a realidade. A medicina contemporânea é baseada em evidencias científicas. Os dados para as diretrizes são retirados de estudos realizados com RIGOR metodológico.

No entanto, o tratamento para disforia de gênero está fugindo a regra. Está avançando algo assombroso sobre as crianças e adolescentes que é a pressa e a ansiedade de iniciar a transição de troca de gênero cada vez mais cedo. Estamos diante de uma questão ética gravíssima. Um dos princípios da medicina, a não maleficência, está relacionado à prudência, desde a Antiguidade até o período contemporâneo. Os autores contemporâneos consideram o princípio da não maleficência como o fundamento de, antes de tudo, não prejudicar o paciente.

“Quem é contra a ideologia de gênero é contra a comunidade LGBT”. Cuidado com os Sofismas, eles são argumentos ardilosos, aparentemente corretos, que pretendem induzir o erro, enganar ou silenciar o oponente; paralogismo. Ser contra a ideologia de gênero não é ser contra a comunidade LGBT. Sofisma é a arte dos hipócritas! Importante atentar, pois tais manipulações na linguagem estão a serviço da manipulação ideológica.

A ciência não é compatível com politização e ativismos. Estudos científicos que seguem o rigor metodológico são o norte para a organização do conhecimento e boas práticas independente da política partidária de seu praticante.

O ativismo político se apropriou de pautas legítimas como: a causa LGBT, ecologia, feminismo, etc. Usam o sofisma para manipular a população gerando radicalismos e impedindo o debate construtivo de ideias. Qualquer ângulo que não esteja de acordo com a pauta política já é classificado como um inimigo a ser combatido/extrema direita.

Na pauta ativista da Disforia de Gênero (DG), há grande pressão para que o adolescente e a criança receba o “tratamento” hormonal e cirurgia de troca de sexo cada vez mais cedo. No entanto, passa despercebido algo de extrema importância, que não interessa à narrativa ativista: A Disforia de Gênero tende a se resolver em 80 a 95% dos pacientes no final da adolescência.

DESENVOLVIMENTO NORMAL, PUBERDADE E ADOLESCÊNCIA: É essencial conhecer o desenvolvimento normal para determinar o que é patológico. A puberdade é uma fase do ciclo vital biológico que abrange um conjunto de mudanças corporais causadas pelos hormônios.

Ela representa um novo nascimento e necessita de um processo adaptativo que inclui o luto pela perda da identidade do corpo infantil, bem como dos pais idealizados da infância. O jovem púbere poderá apresentar momentos de negação, estados de estranheza consigo mesmo como despersonalização e retraimento, alternando com momentos de satisfação com o seu novo corpo e atribuições sociais. Puberdade não é um distúrbio!

A adolescência por sua vez, compreende complexos eventos psíquicos desencadeados pelo impacto das mudanças físicas e a expansão das habilidades cognitivas. Essas alterações psicológicas e sociais sofrem influências do contexto social, histórico, cultural e familiar no qual o adolescente está inserido. O fator tempo é essencial para que as mudanças e o amadurecimento psíquico ocorram naturalmente rumo a uma vida adulta e saudável. Tudo isso requer profunda reorganização intrapsíquica.

EPIDEMIA: não há registros oficiais de casos de DG e procedimentos relacionados. Algumas clínicas pontuam um aumento de até 400% na procura dos atendimentos. A investigação epidemiológica de casos constitui atividade obrigatória de qualquer sistema local de vigilância epidemiológica; infelizmente não há dados epidemiológicos oficiais.

ESTUDOS DE GÊMEOS IDÊNTICOS: todos os comportamentos complexos são derivados de uma combinação de natureza (biologia), criação (fatores ambientais) e escolhas de livre-arbítrio. A concordância de DG em estudos de gêmeos idênticos (mesmo DNA e mesmas condições intra-uterinas) são baixas. Isso prova que a DG é predominantemente influenciada por eventos pós-natais não compartilhados entre os irmãos.

Quanto à etiologia do transgenerismo, estudos gêmeos de transexuais adultos provam definitivamente que a influência genética é muito menor do que a de fatores ambientais. O maior estudo sobre gêmeos transexuais até o momento examina 110 pares de gêmeos e foi publicado pelo Dr. Milton Diamond na edição de maio de 2013 do International Journal of Transgenderism.

O dado mais significativo é o baixo número de concordância entre os pares de gêmeos monozigóticos (mesmo DNA). 28%, foram concordantes em relação ao transexualismo; os 72% restantes dos gêmeos idênticos eram discordantes.

Essa alta taxa de discordância entre gêmeos idênticos prova que ninguém nasce pré-determinado a ter disforia de gênero e vir a ser um “transgênero“.

A American College Pediatrician – resumo de suas diretrizes:

– CONCEITO: A disforia de gênero (DG) descreve uma condição psicológica na qual se experimenta uma acentuada incongruência com o gênero associado ao sexo biológico.

– NEUROPLASTICIDADE E COMPORTAMENTO: É falso afirmar que as diferenças cerebrais observadas em alguns estudos entre adultos trans e não-transgêneros provem de que a DG é inata, pois há o fator neuroplasticidade que alteram as microestrutura dos cérebros via pensamentos e comportamentos. Além de que estudo de gêmeos idênticos apontam para uma causa não inata.

– FATORES AMBIENTAIS: Não há dinâmica familiar única, situação social, evento adverso ou combinação dos mesmos que destine qualquer criança a desenvolver DG. Esse fato, juntamente com estudos com gêmeos, sugere que existem muitos caminhos que podem levar à DG em certas crianças vulneráveis. Um estudo recente documentou uma tendência crescente entre os adolescentes de se auto-diagnosticar como transgêneros após ataques em sites de mídia social como Tumblr, Reddit e YouTube.

Isso sugere que o contágio social pode estar em jogo; em muitas escolas e comunidades, há grupos inteiros de colegas “se diagnosticando” como “trans”. Pode haver outros fatores contribuintes ainda não reconhecidos; deve-se considerar fortemente a investigação de uma associação causal entre eventos adversos da infância, incluindo abuso sexual e DG.

– (NÃO) DEBATE ENTRE A COMUNIDADE CIENTIFICA: Há um debate reprimido entre médicos, terapeutas e acadêmicos sobre a tendência recente de afirmar rapidamente como “transgênero” a juventude disfórica de gênero. Muitos profissionais de saúde estão profundamente preocupados porque afirmar crianças e adolescentes como “transgêneros” os envia para o caminho da transição de mudança de sexo que requer o uso de hormônios tóxicos e cirurgias mutilantes e irreversíveis. Estão silenciando os profissionais de saúde que se opõem a afirmar a disforia de gênero de uma criança, baseados no princípio de ética médica da não maleficência.

– NATUREZA BINÁRIA DO SEXO: A sexualidade humana é uma característica binária biológica objetiva: “XY” e “XX” são marcadores genéticos de sexo, masculino e feminino, respectivamente – não marcadores genéticos de um distúrbio. A sexualidade humana é binária por design, com o objetivo óbvio da reprodução da espécie. Este princípio é auto-evidente. Com a tática de “problematizar” houve uma “desconstrução”, e mudança no significado de gênero. Houve um estilhaçamento do conceito e ativistas da ideologia de gênero em Nova York admitem 31 tipos de gêneros, outros citam mais de 50.

– CONSCIÊNCIA E GÊNERO: Os seres humanos nascem com um sexo biológico. Gênero é a consciência, o senso de si mesmo como homem ou mulher. É um conceito psicológico que se consolida por volta dos três anos. Não é uma entidade biológica objetiva, mas é relacionada à biologia. Pessoas que se identificam como “se sentindo como sendo do sexo oposto” ou “em algum lugar no meio” não compõem um terceiro sexo. Eles permanecem homens ou mulheres biológicos.

– CRENÇA DE QUE A NATUREZA ESTÁ ERRADA: A crença de uma pessoa de que alguém é algo que não é, na melhor das hipóteses, é um sinal de pensamento confuso; na pior das hipóteses, é uma ilusão.

– TERAPIA HORMONAL: Hormônios de sexo cruzado (estrogênio para meninos e testosterona para meninas) estão associados a perigosos riscos à saúde. A administração oral de estrogênio a meninos pode colocá-los em risco de sofrer: trombose/tromboembolismo; doença cardiovascular; ganho de peso; hipertrigliceridemia; pressão arterial elevada; diminuição da tolerância à glicose; doença da vesícula biliar; prolactinoma  e câncer de mama. Da mesma forma, as meninas que recebem testosterona podem apresentar um risco elevado para: HDL baixo e triglicerídeos elevados (risco cardiovascular); níveis aumentados de homocisteína; hepatotoxicidade; policitemia; aumento do risco de apneia do sono; resistência a insulina e efeitos desconhecidos nos tecidos mamário, endometrial e ovariano.

– MENOPAUSA EM HOMEM TRANS PÓS RETIRADA DE OVÁRIOS: Os sintomas vasomotores (VMS) da menopausa como ondas de calor e suores noturnos, são sensações intensas e rápidas de calor interno, vasodilatação periférica e sudorese profusa que podem ser debilitantes.

Ocorrem como resultado da descarga central de noradrenalina e estreitamento da zona termoneutra do corpo, resultantes da queda dos níveis de estrogênio no cérebro em mulheres. Um estudo de caso relatou que um “homem transgênero” de 35 anos, do sexo feminino para masculino, apresentou sintomas de vasomotores graves e frequentes que começaram logo após a histerectomia total e ooforectomia (retirada de ovários).

O paciente foi tratado com uma dose estável de testosterona para afirmação de gênero, e tentativas anteriores de aumentar sua dose de testosterona não aliviam os sintomas. Além da terapia com testosterona, foram adicionados 0,025 a 0,0375 mg, duas vezes por semana, de estradiol transdérmico. Ou seja o “homem trans” entrou em menopausa com a retirada dos ovários, suas células e cérebro reivindicaram a falta de estrogênio. É um verdadeiro pandemônio hormonal!

– PUBERDADE NÃO É DISTÚRBIO: há muita “ansiedade” no meio médico para usar os bloqueadores da puberdade quando uma criança é diagnosticada com DG. Isso sim é induzir um estado de doença – a ausência de puberdade. Os hormônios bloqueadores da puberdade (agonistas do hormônio liberador de gonadotrofinas ou agonistas do GnRH) impedem o crescimento ósseo, diminuem a densidade óssea, impedem a organização dependente de esteróides sexuais e a maturação do cérebro adolescente e inibem a fertilidade, impedindo o desenvolvimento de tecido gonadal e gametas maduros durante o período de tratamento.

– ESTERILIZAÇÃO POR BLOQUEIO DA PUBERDADE: Crianças pré-púberes que recebem hormônios bloqueadores da puberdade (agonistas do GnRH) seguidas por hormônios do sexo cruzado são permanentemente esterilizadas.

– INDUÇÃO – TRANSIÇÃO PARA TROCA DE SEXO: Pelo menos um estudo prospectivo demonstra que todas as crianças pré-púberes colocadas em uso de drogas bloqueadoras da puberdade acabam optando por iniciar a reatribuição sexual com hormônios inter-sexuais.

– TAXAS DE SUICÍDIO MAIOR QUE A POPULAÇÃO : um estudo de coorte que fez acompanhamento retrospectivo de trinta anos em registros oficiais na Suécia constatou que as taxas de suicídio são quase vinte vezes maiores entre os adultos submetidos à reatribuição de sexo. A Suécia está entre os países que mais afirmam ser LGBTQ. Isso demonstra que, embora a mudança de sexo alivie parte da disforia de gênero na idade adulta, ela não resulta em níveis de saúde comparáveis ​​aos da população em geral.

– ABUSO INFANTIL: Condicionar as crianças a acreditarem no absurdo de que elas possam “nascer no corpo errado” e que uma vida inteira de representação química e cirúrgica do sexo oposto é normal e saudável, é abuso infantil. Afirmar a disforia de gênero por meio de políticas públicas e educação pública confundirá crianças e pais, levando mais crianças a se apresentarem em “clínicas de gênero”, onde receberão medicamentos para bloquear a puberdade. Isso, por sua vez, praticamente garante que eles “escolham” uma vida inteira de esterilidade, hormônios tóxicos entre os sexos e provavelmente considerem a mutilação cirúrgica de suas partes saudáveis ​​do corpo.

– ÉTICA: Existe um sério problema ético em permitir que procedimentos irreversíveis e que mudam a vida sejam executados em menores de idade. Imaturos para dar consentimento válido. Crianças e adolescentes não têm maturidade cognitiva ou capacidade experiencial para entender a magnitude de tais decisões. A ética sozinha exige o fim do uso de supressão puberal, hormônios cruzados e cirurgias de redesignação sexual em crianças e adolescentes.

– IDEOLOGIA DE GÊNERO = TEORIA QUEER: Mas o que é ideologia de gênero afinal? É o mesmo que a teoria Queer da filósofa Judith Butler. Ela é “descendente” da teoria crítica da escola de Frankfurt grupo que fez uma releitura de Marx, após o fracasso da URSS. Eles propuseram a revolução cultural ao invés da revolução com armas, como rege o manifesto comunista. As minorias são os neoproletários oprimidos pela “classe burguesa” e que ao destruírem valores “burgueses” como família, religião, cultura e propriedade privada tomarão o poder.

A teoria Queer começou a se consolidar por volta dos anos 90, com a publicação do livro “Problemas de gênero” (Gender Trouble) da Judith Butler. Para ela as “Tecnologias de Gênero” são entendidas como as “técnicas” de ser homem ou ser mulher que aprendidas desde cedo.

Para a teoria Queer, gênero é algo fluido, socialmente construído, performático e sistêmico. A teoria Queer enfatiza que o gênero não é uma verdade biológica, mas um sistema de captura social das subjetividades. Para Butler gênero não é natural e não há uma relação necessária entre o corpo e seu gênero. Ela também “alerta” que, mesmo não sendo natural, o gênero pode se apresentar como se fosse, nos casos em que se cristaliza. As identidades sexuais são adotadas e assumidas à custa de brutal exclusão de identidades consideradas como marginais e não importantes no contexto da hegemonia heterossexual. Para ela o gênero é uma performatividade.

As “Tecnologias de Gênero” são construções de técnicas de viver que determinam como um sujeito pode se inserir na sociedade segundo normas específicas de “ser homem” ou “ser mulher”.

A teoria Queer é uma das principais estruturas da doutrinação nas escolas. A desconstrução do gênero vem desde o nível pré escolar em que professoras passam batom em meninos ou pintam suas unhas, até as universidades que massivamente estudam apenas autores que seguem essa pauta política.

– CRENÇA FALSA DE QUE O CORPO ESTÁ ERRADO: Usemos a lógica: Considere os seguintes exemplos: uma garota com anorexia nervosa tem a crença persistente e errada de que é obesa; uma mulher com transtorno dismórfico corporal (TDC) tem a convicção irreal de que tem um queixo enorme e é um monstro, um homem com transtorno de identidade de integridade corporal (BIID) sente que suas pernas não lhe pertencem. Indivíduos com BIID geralmente ficam tão angustiados com seus corpos plenamente capazes que buscam amputação cirúrgica de membros saudáveis ​​ou rompimento cirúrgico da medula espinhal.

A Dra. Anne Lawrence, que é transgênero, argumentou que o BIID tem muitos paralelos com a disforia de gênero. Em cada caso acima, a cirurgia para “afirmar” a falsa suposição (lipoaspiração para anorexia, cirurgia estética para BDD, amputação ou paraplegia induzida cirurgicamente por BIID, cirurgia de redesignação sexual para GD) pode muito bem aliviar o sofrimento emocional do paciente, mas não fará nada para abordar a causa psicológica primária.

Completamente removida da realidade física, a arte da psicoterapia diminuirá à medida que o campo da psicologia se tornar cada vez mais uma especialidade médica intervencionista, com resultados devastadores para os pacientes.

– PENSAMENTO E REALIDADE: Alternativamente, um padrão mínimo poderia ser buscado. A normalidade foi definida como “aquilo que funciona de acordo com seu design”. Uma das principais funções do cérebro é perceber a realidade física. Pensamentos que estão de acordo com a realidade física são normais. Pensamentos que se desviam da realidade física são anormais. A Disforia de gênero é um problema que reside na mente e não no corpo. As crianças com DG não têm um corpo desordenado – mesmo que sintam que têm.

– NARRATIVA “ESSÊNCIA FEMININA”: até recentemente a abordagem padrão para a DG na infância e adolescência era espera do término da fase da adolescência e a busca da psicoterapia familiar e individual. Os objetivos da terapia eram abordar a patologia familiar, se estivesse presente, tratar qualquer morbidade psicossocial da criança e ajudar a criança a alinhar a identidade de gênero.

Essa visão de mundo começou a mudar; ativistas transgêneros promoveram cada vez mais a narrativa da “essência feminina” para garantir a aceitação social. Em 2007, no mesmo ano em que o Boston Children’s Hospital abriu a primeira clínica pediátrica de gênero do país, o Dr. J. Michael Bailey escreveu: “Atualmente, a compreensão cultural predominante do transexualismo de homem para mulher é que todos os transexuais de homem para mulher (MtF) são, essencialmente, mulheres presas no corpo de homens.”

O fato é que os cérebros de todos os bebês do sexo masculino são masculinizados no pré-natal por sua própria testosterona endógena, que é secretada pelos testículos a partir de aproximadamente oito semanas de gestação. Tal evento é promovido pelo cromossômicas Y. Os bebês do sexo feminino, é claro, carecem de testículos e, portanto, não têm seus cérebros masculinizados pela testosterona endógena.

– RESOLUÇÃO DA DISFORIA DE GÊNERO: 80% a 95% dos jovens disfóricos de gênero emergem física e psicologicamente intactos após passar pela adolescência quando não tem afirmação social de gênero. Mais de 90% das pessoas que morrem de suicídio têm um distúrbio mental diagnosticado; não há evidências de que crianças disfóricas de gênero que cometem suicídio são diferentes. Portanto, a pedra angular da prevenção do suicídio deve ser a mesma para todas as crianças: identificação e tratamento precoces de comorbidades psicológicas.

– INTERESSES MERCADOLÓGICOS: Nos EUA existem cerca de 40 clínicas de gênero que promovem o uso de supressão puberal e hormônios sexuais cruzados em crianças. Essas clínicas defendem que a lógica da supressão é “permitir que a criança disfórica de gênero explore a identidade de gênero livre do sofrimento emocional desencadeado pelo aparecimento de características sexuais secundárias”. Os padrões seguidos nessas clínicas são baseados na “opinião de especialistas”.

Não existe um único estudo grande, randomizado e controlado que documente os supostos benefícios e possíveis danos a crianças com disforia de gênero devido à supressão puberal e décadas de uso de hormônios entre os sexos.

Também não há um único estudo controlado a longo prazo, randomizado e controlado, que compare os resultados de várias intervenções psicoterapêuticas para a DG na infância com os da supressão puberal, seguidos por décadas de esteróides sintéticos tóxicos. Na era atual da “medicina baseada em evidências”, isso deve fazer com que todos parem.

Ex-diretor da mundialmente famosa clínica Tavistok em Londres, Marcus Evans denuncia a militância LGBT. Nos últimos cinco anos, o número de crianças encaminhadas ao The Tavistock Centre subiu de 468 para 2.519 por ano, um aumento de mais de 400%. Marcus Evans:

“É importante afirmar aqui que não estou sugerindo que a mudança de gênero por meio de intervenção médica nunca seja a decisão correta. Só que isso deve acontecer no final de um longo processo de aprofundamento do envolvimento com a criança e sua família. Precisamos urgentemente de um novo regulador que tenha supervisão para garantir uma abordagem mais clinicamente rigorosa, equilibrada e ética.”

A questão mercadológica fica mais evidente no altíssimo custo para a mudança de sexo. Uma cirurgia custa entre US$ 100 mil a US$ 142 mil, sem contabilizar a anestesia e o tratamento hormonal.

Devido ao crescente número de crianças que apresentam disforia de gênero, as clínicas especializadas nos países ocidentais costumam estar com excesso de inscrições, com longas listas de espera.

O American College of Pediatrician (ACPeds) criada em 2002 é uma organização nacional de pediatras e outros profissionais de saúde dedicados à saúde e bem-estar das crianças. É uma corporação organizada para fins científicos e educacionais, isenta de impostos SEM FINS LUCRATIVOS; foi fundada por um grupo de médicos preocupados que viam a necessidade de uma organização pediátrica que não fosse influenciada pelos pronunciamentos políticos da época.

O College baseia suas políticas e posições na verdade científica dentro de uma estrutura de absolutos éticos. Do lado oposto temos a American Academy Pediatrics que é uma instituição altamente favorável à ideologia de gênero e seus respectivos tratamentos para crianças e adolescentes. Organização COM FINS LUCRATIVOS.

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* AKEMI SHIBA é médica formada pela UFRGS, psiquiatra de adultos e da Infância e Adolescência pelo Hospital de Clínicas de Porto Alegre, psicoterapeuta psicanalítica de Adultos, crianças e adolescentes e psicoterapeuta EMDR de adultos crianças e adolescentes

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DIRETRIZES DA AMERICAN COLLEGE PEDIATRICIAN PARA DISFORIA DE GÊNERO

https://www.acpeds.org/gender-dysphoria-in-children-summary…

https://www.acpeds.org/…/posit…/gender-dysphoria-in-children

ÉTICA MÉDICA – PRINCÍPIO DA NÃO MALEFICÊNCIA
http://revistabioetica.cfm.org.br/…/revist…/article/view/717

EPIDEMIAS
http://assinantes.medicinanet.com.br/…/capitulo_2_–_investi…

DESENVOLVIMENTO CEREBRAL NA ADOLESCÊNCIA
http://www.adolescenciaesaude.com/detalhe_artigo.asp?id=759

CICLO VITAL
https://www.estantevirtual.com.br/…/claudio-laks-eizirik-o-…

SOFISMA
https://www.dicio.com.br/sofisma/

Reyes FI, Winter JS, Faiman C. Studies on human sexual development fetal gonadal and adrenal sex steroids. J Clin Endocrinol Metab 1973;37(1):74-78.

Diamond, M. “Transsexuality Among Twins: identity concordance, transition, rearing, and orientation.” International Journal of Transgenderism, 14(1), 24–38. (Note: the abstract of this article erroneously states that the concordance rate from MZ twins is 20 percent. Dr. Cretella, the author of this paper, “Gender Dysphoria in Children,” has therefore refernced Dr. Diamond’s data directly to demonstrate that the actual concordance rate is slightly higher at 28 percent.)

Consortium on the Management of Disorders of Sex Development. Clinical Guidelines for the Management of Disorders of Sex Development in Childhood. Intersex Society of North America; 2006. Available at: www.dsdguidelines.org/files/clinical.pdf. Accessed Mar 20, 2016.

Roberts A. Considering alternative explanations for the associations among childhood adversity, childhood abuse, and adult sexual orientation: reply to Bailey and Bailey (2013) and Rind (2013). Arch Sexual Behav 2014;43:191-196.

“Long-Term Follow-Up of Transsexual Persons Undergoing Sex Reassignment Surgery: Cohort Study in Sweden.” Dhejne, C, et.al.PLoS ONE, 2011; 6(2). Affiliation: Department of Clinical Neuroscience, Division of Psychiatry, Karolinska Institutet, Stockholm, Sweden. Accessed 7.11.16

http://journals.plos.org/plosone/article….

JUDITH BUTLER
https://www.dw.com/…/grupos-judaicos-protestam-c…/a-16232392

EX-DIRETOR DA CLÍNICA TAVISTOK
https://antigo.opiniaocritica.com.br/clinica-denuncia-milit…

DEPOIMENTO PÓS CIRURGIA DE TRICA DE SEXO
http://blogs.opovo.com.br/…/eu-nao-aconselho-a-cirurgia-de…/

CUSTO DE UMA CIRURGIA DE TROCA DE SEXO
http://naoexistecriancatrans.com/quanto-custa-ser-trans/

https://edition.cnn.com/…/health/transgender-cos…/index.html

HOMEM TRANS E SINTOMAS DE MENOPAUSA APÓS RETIRADA DE OVÁRIOS
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6436763/

NY E 31 TIPOS DE GÊNEROS
https://www.hypeness.com.br/…/nova-york-agora-reconhece-31…/

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