Entre novos e velhos nomes, Cuiabá terá oito candidatos a prefeito

Eleição envolverá 19 partidos, sendo a maioria pequenos, que conseguiram lançar candidatos com ênfase no discurso de renovação

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

As convenções partidárias encerram nessa quarta-feira (16) com oito candidatos à Prefeitura de Cuiabá e presença massiva de partidos pequenos. Eles somam 15 das 25 legendas que estarão envolvidas nas campanhas. 

O prefeito Emanuel Pinheiro vai tentar renovar o mandato por mais quatro anos com a maior coligação. Contando o MDB, partido ao qual ele está filiado, sua chapa foi fechada com 12 partidos. Isso pode representar mais tempo de propaganda gratuita em rádio e TV. (Veja quadro abaixo) 

O concorrente de mais peso, provavelmente, será o apresentador Roberto França (Patriotas), que quer voltar ao comando do Palácio Alencastro 19 anos depois do último mandato. 

Seu candidato a vice é o vereador Marcelo Bussiki (DEM), que assumiu a função de representar o partido do governador Mauro Mendes na campanha. Bussiki deve manter a posição de adversário ferrenho de Emanuel Pinheiro com a desistência de Fábio Garcia. 

O peso de França é contado pelo histórico na política cuiabana, somada à popularidade de seu programa de televisão que explora bastante as discussões políticas em Mato Grosso. 

(Gráfico: Felipe Martins/O Livre)

Nanicos 

Quem também busca espaço na oposição a Pinheiro é o vereador Abílio Junior (Podemos). Eleito pela primeira em 2016, de lá pra cá, ele chamou a atenção pelos embates acirrados com a gestão emedebista. 

Abílio será acompanhado por outro vereador, Felipe Wellaton (Cidadania), como candidato a vice-prefeito. Eles tentam o feito de ganhar a eleição filiados a partidos considerados nanicos e puxados pelo discurso de renovação política, que levou Jair Bolsonaro (sem partido) à Presidência da República. 

Também em partido pequeno, a servidora Gisela Simona (PROS) cravou sua candidatura à prefeitura ainda impulsionada pela votação expressiva à deputada federal, em 2018.  

Neste ano, ela já havia ensaiado candidatura ao Senado, na eleição suplementar, mas, assim como para outros, seus planos foram modificados pela pandemia. 

Seu vice será o maestro Fabrício Carvalho. Ele está filiado ao PDT, partido que, no momento, tem como maior representante o vice-governador Otaviano Pivetta 

O peso maior, no entanto, está no histórico em Mato Grosso. O ex-governador Pedro Taques e o atual, Mauro Mendes, já passaram pelas fileiras. 

O PSL conseguiu nomear um representante para disputar a vaga de prefeito em acordo de último hora com PRTB, ambos ligados ao presidente Bolsonaro. Aécio Rodrigues vai buscar uma associação com o presidente e, para isso, contará com Luiz Antônio Carvalho, membro do partido do vice-presidente Hamilton Mourão. 

Chapas puras

A lista encerra com três chapas puras. O PT, hoje em formato bem menor do que nas eleições anteriores ao mensalão, vai ser representado pelo ex-juiz federal Julier Sebastião, tendo como candidata a vice Vera Pertolini. 

Ainda na esquerda, o Psol lançou o Gilberto Lopes FilhoItei Daltro como candidatos a prefeito e vice-prefeita, respectivamente. 

O Novo sai também sem coligação, com apostas em Paulo Henrique Grando como prefeito e Alvani Laurindo, como vice-prefeito. 

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