Entre 27 capitais, Cuiabá está em 22º lugar no ranking de saneamento básico

O levantamento da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes) apresenta o ranking de saneamento básico dos municípios de 2018

(Foto: Divulgação)

Cuiabá é a 22ª colocada no ranking de desempenho das Capitais do país rumo à universalização dos serviços de saneamento básico. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), embora o abastecimento de água da Capital mato-grossense já atinja 98,13% da população, apenas 1,65% dos resíduos sólidos coletados tem uma destinação adequada.

O estudo levou em consideração ainda os índices de coleta e tratamento de esgoto, que em Cuiabá são de 51,39% e 38,63% respectivamente, e a coleta de resíduos sólidos, que assim como a água, chega a 98,13%. Somados os cinco quesitos analisados, a Capital mato-grossense perfaz uma pontuação de 287,93, ficando à frente apenas de Rio Branco (AC), Belém (PA), Macapá (AP), Teresina (PI) e Porto Velho (RO).

O Ranking Abes de Saneamento Básico de 2018 também analisou a taxa de internação por Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental (DRSA), que em Cuiabá é de 27,33%. Entre essas doenças estão cólera, infecções por salmonela, doenças intestinais causadas por protozoários, diarreia e gastroenterite.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) aponta que 88% das mortes por diarreia, que é a segunda maior causa de óbitos em crianças menores de 5 anos, são causadas pela falta de higiene e saneamento adequado. Diagnóstico da Organização Mundial da Saúde traz dados semelhantes, mostrando que 94% dos casos de diarreia no Mundo são devidos à falta de acesso à água de qualidade e ao saneamento precário.

O levantamento analisou dados fornecidos ao Sistema Nacional de Informações de Saneamento (SNIS) por 1.894 municípios do país, que foram divididos em grande porte (com mais de 100 mil habitantes) e pequeno e médio porte (até 100 mil habitantes). Além das Capitais, o ranking traz quatro categorias, sendo elas rumo à universalização, compromisso com à universalização, empenho com à universalização e primeiros passos para a universalização.

Municípios de grande porte

De Mato Grosso, entre as cidades de grande porte aparecem Cuiabá, Rondonópolis e Sinop, as três na categoria empenho com à universalização, cuja pontuação média foi de 358,27 pontos.

Conforme o estudo, Rondonópolis já universalizou o abastamento de água e possui índice de coleta e tratamento de esgoto de 72,72% e 50,39%, respectivamente. A coleta de resíduos sólidos também é de 100%, no entanto, apenas 0,44% tem uma destinação adequada, o que baixa a pontuação total do município para 323,54. A taxa de internação por DRSA é de 36,09%.

A população de Sinop também é 100% atendida pelo abastecimento de água. Os índices de coleta e tratamento de esgoto são de 19,26% e 23,24%. A coleta de resíduos sólidos é de 82,89% e não há percentual de destinação adequada. A pontuação total da cidade é de 225,39 e a taxa de internação por Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental é de 20,31%.

Municípios de médio e pequeno porte

Na categoria “empenho para a universalização” surgem 13 municípios do Estado, sendo com as três melhores pontuações, cuja média foi de 320 pontos, foram de Barra do Garças, Primavera do Leste e Colíder.

Barra do Garças apresenta um índice de 100% da população atendida pelo abastecimento de água, 66, 23% pela coleta de esgoto, 76,79% pelo tratamento de esgoto e 97,09% pela coleta de resíduos sólidos, cuja destinação é 100% adequada. A taxa de internação por doenças relacionadas ao saneamento é de 18,74%. A pontuação total da cidade é de 440,11.

Primavera do Leste também já universalizou o abastecimento de água e possui índice de coleta e tratamento de esgoto superiores ao de Barra do Garças, 76,53% e 99,41%, respectivamente. A coleta de resíduos sólidos, por sua vez, é de 94,63% e não há destinação adequada, o que baixa a pontuação total do município para 370,57. A taxa de internação por DRSA é de 30,84%.

Em terceiro lugar entre os municípios de pequeno e médio porte do Estado surge Colíder. O abastecimento de água chega a 81,30% da população, a coleta de esgoto a 42,31% e o tratamento de esgoto a 64,99%. A coleta de resíduos sólidos é de 81,30% e a destinação é 100% adequada. O total é de 369,90. A taxa de internação, entretanto, é de 115,19%.

As demais cidades que aparecem na categoria são  Barra do Bugres, Cláudia, Colíder, Confresa, Diamantino, Nova Xavantina, Pontes e Lacerda, Ribeirãozinho, São José dos Quatro Marcos e Tangará da Serra. Já na categoria municípios que deram os “primeiros passos para a universalização”, surgem Água Boa, Alto Araguaia, Aripuanã, Juína, Mirassol D´Oeste e Porto Esperidião.

Nenhuma cidade do Estado aparece nas categorias “rumo à universalização”, cuja pontuação média foi de 494,35 pontos, e “compromisso com a universalização”, com média de 468,52 pontos.

 

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





Aceito que meu nome seja creditado em possíveis erratas.

2 COMENTÁRIOS

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorSTF absolve Gleisi e Paulo Bernardo de corrupção e lavagem de dinheiro
Próximo artigoCoral da UFMT arrecada fundos para participar de festival internacional

O LIVRE ADS