Entidade nacional vai acompanhar caso de mulher que morreu após cirurgia

    (Foto: arquivo pessoal)

    A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Mato Grosso se pronunciou sobre a morte da jovem Edleia Daniele Ferreira Lira, de 33 anos, vítima de complicações ocorridas durante uma cirurgia plástica realizada na última sexta-feira (11), no Hospital Militar, em Cuiabá.

    Em nota, a instituição disse que irá acompanhar o caso de Edleia, que morreu no domingo (13), e irá aguardar os laudos oficiais sobre a morte para se manifestar tecnicamente sobre o ocorrido e agir contra os responsáveis.

    A cirurgia teria sido feita por meio do programa “Plástica para Todos”. Edleia Daniele foi reanimada após parada cardíaca e encaminhada para o Hospital Sotrauma, também na Capital, pois o Hospital Militar, onde foi realizada a cirurgia, não possui Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

    Casada e mãe de uma garotinha, a jovem teve a morte cerebral confirmada no fim da tarde deste Dia das Mães. Ela iria fazer uma “lipoescultura” e redução dos seios.

    Segundo a SBCP, somente a análise da conduta profissional, dos fenômenos orgânicos da paciente e das condições estruturais na realização do procedimento cirúrgico, analisados por autoridades oficiais, apontarão as causas da morte.

    A entidade lamentou o que chamou de “lamentável incidente em procedimento cirúrgico” e afirmou estar solidária com a família da vítima. E afirmou que preza pelo cumprimento das normas e critérios garantem a segurança dos pacientes.

    “O entendimento e orientação da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) é pelo fiel cumprimento de normas e critérios científicos que maximizem a segurança do paciente. Reiteradamente a SBCP alerta a população para o risco da atuação de agentes intermediadores, em mídias sociais, e/ou planos financeiros para realização de cirurgias plásticas, fazendo de pacientes objetos de mercância, no interesse vil em detrimento de qualidade e segurança”, disseram em nota.

    Plástica para Todos

    O “Plástica para Todos” é apresentado como um programa de baixo custo para quem deseja fazer os mais variados tipos de procedimentos estéticos. Segundo a propaganda, as cirurgias podem ser pagas em até 24 vezes no boleto e 12 vezes no cartão crédito ou crediário.

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