Entenda porquê a banda da PM tem conquistado o público nas redes sociais e na vida

Sim, eles são policiais "normais", mas também músicos. E a missão de trazer um pouco de alegria à sociedade tem sido cumprida

(Foto: Reprodução / Instagram)

Quando ela nasceu, a ideia de reunir policiais militares em uma banda tinha como objetivo atender somente demandas do público interno, ou seja, eventos da própria corporação. Mas passados quase 129 anos, a banda da PM de Mato Grosso acompanhou o “modernismo” e, hoje, é sucesso nas redes sociais.

A criação do corpo musical ocorreu no dia 19 de outubro de 1892 e, desde então, passou por diversas mudanças. Atualmente, a banda virou um símbolo de aproximação da PM com a sociedade. Uma tarefa que tem sido muito bem cumprida.

Seu comandante é o segundo tenente Marcelo da Silva Lima, 39 anos, que contou ao LIVRE como o grupo ganhou mais estrutura e as curiosidades sobre o trabalho feito.

E, caso você não saiba, há dentro da banda sub-divisões: como a orquestra popular, com um estilo musical das big band norte americanas das décadas de 40, 50, 60, mais voltadas para o jazz; o núcleo de choro; e também a grande banda, que é a soma de todos esses seguimentos.

Fora isso, eles ainda trabalham com projetos sociais.

Músicos, mas também PMs

Atualmente 56 profissionais compõem o efetivo da banda, sendo 35 músicos, o motorista e os que atuam na parte administrativa. No início da pandemia, porém, todos foram designados para o policiamento nas ruas e a banda militar ficou um tempo parada.

“Nós atuamos conforme a necessidade de serviço. A gente não consegue conciliar os dois. Quando a banda foi toda para a rua, o serviço de música foi suspenso por um tempo. Mas logo depois, por necessidade mesmo da volta da banda de música, acabamos montando um grupo e, hoje, estamos fazendo música novamente”, explica o tenente.

Quando atuando na banda, os policiais ficam exclusivamente à disposição do corpo musical, afinal, os ensaios acontecem de segunda a sexta no período matutino e as  apresentações podem acontecer todos os dias, inclusive aos sábados, domingos e feriados, conforme forem solicitados.

É preciso já saber tocar um instrumento

Para entrar na banda, quando ingressa na Polícia Militar o soldado já precisa ter uma qualificação musical de nível profissional. Ele passa por uma prova de proficiência em que é analisada sua capacidade e, se aprovado, é chamado para a banda.

Isso quer dizer que o grupo não tem nada de amador. Todos os policiais que compõem a banda já eram músicos antes mesmo de entrar na PM.

O comandante tenente Marcelo, por exemplo, toca trombone. Ele entrou para a Polícia Militar em 13 de novembro de 2000. Tinha apenas 18 anos, mas já era músico profissional, inclusive membro da orquestra sinfônica da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

Ao entrar na PM, ele fez o teste de proficiência, serviu um ano como soldado nas ruas e, após ser aprovado, passou a ser membro da banda da Polícia Militar. Agora, ele já está há quase dois anos no comando do corpo musical.

O segundo tenente Marcelo – comandante da banda da PMMT (Foto: Arquivo pessoal)

Projeto social

A banda também faz um projeto social chamado “Harmonizando Para a Vida”, em que são ministradas aulas de flauta, violão e ordem unida para crianças e adolescentes em parceria com prefeituras.

A primeira prefeitura parceira foi a de Nossa Senhora do Livramento, que fornecia a estrutura física e trazia as crianças até o local escolhido. A banda da PM era responsável pelo material apostilado e os instrutores.

Cerca de 50 crianças fazem parte do projeto. Devido à pandemia, as aulas, que aconteciam presencialmente duas vezes por semana, foram temporariamente suspensas.

O projeto contava com cerca de 50 crianças (Foto: Arquivo pessoal)

Conquistando o público

E se a pandemia foi responsável por fazer a banda e seus projetos pararem por um tempo, também foi o combustível para alavancar ainda mais o sucesso. O grupo viu a necessidade de levar alegria à sociedade e, por isso, resolveu investir em seguimentos mais populares.

Isso fez com que vários vídeos – como o publicado aqui no LIVRE, no início da semana passada – viralizassem nas redes sociais.

A escolha do repertório é feita pela equipe toda, afinal, há profissionais formados em música, composição e regência, além de cantores que, antes de entrar na PM, já atuavam na noite e em bandas baile.

O grupo, no entanto, não esquece da essência, que é fazer música militar.

“Nós temos um último agora que viralizou, o ‘Basta Você Me Ligar’, que o objetivo era dizer que a sociedade precisando basta ligar para a Polícia Militar, que estaremos prontos para atender. E foi iniciativa nossa, do corpo musical, o pessoal teve essa sacada. E teve o Batom de Cereja, que foi um recorte da nossa live, do Dia do Policial Militar. Viralizou também, porque caiu na graça de muita gente”, lembra o tenente Marcelo.

Ele acredita que uma banda dentro da Corporação aproxima a comunidade da Polícia Militar e faz com que as pessoas vejam que os policiais são “seres humanos” como todos.

“Alguns falam assim: ‘que interessante, os policiais são pessoas como nós’. Isso mostra que as pessoas têm uma visão diferente da Polícia Militar. Quando veem os policiais militares fazendo música, mostrando que gostam daquilo que a sociedade gosta, veem que os policiais têm coração, são pessoas comuns, como qualquer outra”, diz o comandante da banda.

Gostou? Então, acompanhe a banda da PMMT nas redes sociais:

Instagram: @corpomusicalpmmt
Youtube: Corpo Musical PM MT
TikTok: @CorpoMusicalPMMT

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