Empresário cogita romper contrato para construir e gerir rodoviária de Sinop

Avaliada em R$ 18 milhões, obra incluiria, além do terminal rodoviário, um "shopping" e hotel; projeto nunca saiu do papel

Foto: Luan Cordeiro

O empresário José Virgílio, proprietário do Grupo JVF Ltad SPE, que venceu a licitação para construir e explorar um novo terminal rodoviário em Sinop (500 km de Cuiabá) afirmou que concordará em desfazer o contrato com a prefeitura, caso esse seja o entendimento da Câmara Municipal. Orçada em R$ 18 milhões, a obra foi contratada em outubro de 2016 e deveria ter sido entregue no final de 2017.

Nesta segunda-feira (25), Virgílio foi ouvido pela Comissão Especial criada na Câmara para investigar a execução do contrato. Na ocasião, disse que a crise econômica impediu a obra e que, por conta disso, ela não saiu do papel até hoje. O contrato com o município previa que a empresa seria responsável também pela operação, administração, exploração comercial e manutenção do novo terminal rodoviário.

“Ninguém imaginava que iríamos ter três anos seguidos de crise no país. Nós tínhamos um planejamento em 2016 que permitia que 100% do projeto fosse executado. Entretanto, essa crise nos surpreendeu. Ficamos por três anos com mais de 40 ações paralisadas a nível de Brasil”, justificou.

Ainda de acordo com o empresário, já existe um novo cronograma que prevê o início das obras até junho, porém, apenas o terminal rodoviário será construído.  O “shopping” que estava previsto no contrato deve ficar para um outro momento.

“O projeto tinha sido composto para ser executado de uma forma completa, mas decidimos, juntamente com a prefeitura, fazer ele me fases. Vamos começar os projetos complementares em etapas”, ponderou.

Ânimos exaltados

A Comissão Especial foi instalada em fevereiro e tem prazo de até 120 dias para apresentar relatório final, podendo ser prorrogada por mais 60 dias. E já durante a primeira oitiva os ânimos se exaltaram.

“Vocês não estão conduzindo esse projeto como deveriam, com a seriedade necessária. Não parece que vocês estão com vontade de concluir. A população vem nos cobrando duramente e nós já fizemos o que estava a nosso alcance para que saia do papel”, esbravejou o vereador Tony Lennon.

“A rodoviária que temos hoje já não comporta mais a demanda. Já estamos com todos os prazos solicitados pela empresa extrapolados”, ressaltou o relator da investigação, Dilmair Callegaro.

Diante das cobranças, José Virgílio considerou a possibilidade de rompimento do contrato. “Mesmo que eu tenha prejuízos financeiros, eu busco a qualquer custo não prejudicar o município. Se for decidido que é melhor desfazer o contrato, eu desfaço, sem problemas”, afirmou.

A obra

O novo terminal rodoviário de Sinop deveria ter sido construído em um terreno na Avenida das Palmeiras, esquina com Avenida dos Jacarandás. A previsão inicial de entrega era o último trimestre de 2017 e o orçamento inicial era de R$ 18 milhões.

No projeto, o empreendimento conta com mais de 80 lojas nos segmentos de alimentação, vestuários, serviços, entretenimento. Deveria haver ainda salas de cinema em 3D, estacionamento e até um hotel.

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