Empreiteira abandona obra e escola de Chapada vive situação de penúria

Veja o vídeo com a situação da escola municipal. Convênio firmado com o Estado em 2018 previa R$ 242 mil na reforma da escola

Arquivo Pessoal/Reprodução

Vídeo e fotos que circulam nas redes sociais mostram situação de abandono da escola municipal Thermozina de Siqueira, localizada no Aldeia Velha, Chapada dos Guimarães (60 km de Cuiabá). A unidade passava por reforma. No entanto, a empreiteira responsável pelos serviços abandonou a construção.

Segundo a presidente do Conselho Deliberativo da escola, Fernanda Marimon, que é mãe de aluno da unidade, a reforma não foi concluída pela empresa que deixou fiação solta, quebrou e não consertou paredes e ainda ainda virou o telhado, ao invés de trocá-los.

Diante da situação de completo abandono da obra, Fernanda comenda já procurou o Ministério Público Estadual (MPE) para denunciar e pedir providências para a questão. De acordo com ela, a Prefeitura de Chapada dos Guimarães, responsável pela obra, pediu prazo até o feriado de Carnaval para retomar à obra.

No entanto, conta que o prazo não foi cumprido pelo Município e que em reunião nesta semana a Prefeitura sugeriu a realização de um mutirão com o apoio da comunidade e iniciativa privada para fazer as construções emergenciais na escola, dando condições para que os alunos pudessem estudar.

Fernanda comenta que já pediu a planilha de custos da obra, o que ainda não teria sido entregue pela Prefeitura. “Gostaria de ver essa planilha para saber se consta um novo telhado ou só o que fizeram. A empresa retirou as telhas e encaixou de cabeça pra baixo, o que não dá um encaixe perfeito. Já estamos no terceiro mês do ano e nada acontece, isso é surreal”, disse indignada com a situação.

No vídeo, a mãe do aluno mostra que a empresa destruiu a divisão entre salas e não arrumou, retirou os azulejos do banheiro e não colocou novos e ainda deixou inutilizadas algumas salas de aula. A escola seria reformada através de um convênio do Estado com a Prefeitura, a obra foi contratada por R$ 242 mil e era tocada pela CMF Construtora, que é de Goiânia e não atendeu aos chamados do LIVRE.

A Prefeitura de Chapada dos Guimarães não explicou os motivos que levaram a paralisação dos serviços e nem o que deve ser feito de forma emergencial para receber os estudantes. A Secretaria de Estado de Educação disse que não possui convênio ativo com o município de Chapada dos Guimarães.

Na tarde de ontem, os pais informaram o LIVRE de que foram convocados para uma reunião com a Secretaria de Educação do Município, agendada para a próxima segunda-feira (25).

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