Emanuel rejeita comprar vacinas internacionais para imunização em Cuiabá

Mesmo com aval do STF, prefeito diz que é necessário prudência em questões envolvendo a saúde pública

Foto: Ednilson Aguiar/O Livre

O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) descartou a possibilidade de comprar diretamente de outros países vacinas contra o coronavírus (Covid-19) já aprovadas e reconhecidas por agências internacionais de saúde, para acelerar o processo de imunização em Cuiabá. A declaração foi dada durante entrevista coletiva na segunda-feira (18).

Pinheiro avalia que pela gravidade da crise sanitária que o mundo enfrenta é necessário o reconhecimento da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) vinculada ao Ministério da Saúde, avaliando que é necessário prudência para procedimentos de vacinação.

“É muita responsabilidade o gestor ir diretamente comprar dispensando o acompanhamento do governo federal. É uma questão de segurança à população”, disse.

Emanuel reforçou ainda que diante do potencial do coronavírus ainda em fase de estudos pela ciência, o recomendável é dividir responsabilidades com a União e o Estado para evitar qualquer precipitação na oferta de vacina à população.

“Uma ação tripartite é o melhor caminho seguindo todos os protocolos da Anvisa e do Ministério da Saúde. Desta, forma garantiremos equilíbrio, responsabilidade e cuidado com a saúde da população”, concluiu.

Em dezembro, o Supremo Tribunal Federal (STF), numa decisão liminar concedida pelo ministro Ricardo Lewandowski, autorizou os estados, municípios e o Distrito Federal a importar vacinas contra a covid-19 que foram aprovadas pelas autoridades sanitárias de outros países.

A decisão foi dada em uma ação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A entidade argumenta junto ao STF que essa dispensa de autorização deve valer para imunizantes que tiverem obtido registro em renomadas agências de regulação no exterior.

Até o momento, a Anvisa aprovou somente a Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, e a produzida pela Universidade de Oxford.

A Sputnik V, vacina russa com eficácia de 91,4% está na mira dos governos do Paraná e da Bahia para aquisição.

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