Emanuel minimiza racha do PMDB na Assembleia

O posicionamento pessoal do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), é pelo cancelamento do contrato da parceria público-privada (PPP) para a concessão dos serviços de iluminação pública no valor R$ 712 milhões. Em entrevista gravada no estúdio do LIVRE, ele explica porque não aceitou receber a obra da trincheira Ciríaco Cândia do governo do Estado, a relação com o ex-prefeito Mauro Mendes (PSB) e o racha do seu partido na Assembleia Legislativa.

Emanuel afirma que é possível a prefeitura gerir o recurso, estimado em R$ 3,5 milhões da contribuição de iluminação pública.  Segundo ele, sob os cuidados do Executivo está sendo realizado um bom e ágil trabalho no atendimento à população. “Entregar uma PPP que vai operar por 25 ou 30 anos o sistema é um tempo longo demais.  Vamos pautar a nossa decisão no absoluto interesse público”, contextualiza. O contrato está suspenso por decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE). O prefeito tem até abril, conforme decreto assinado em janeiro, para decidir sobre o assunto. Há uma auditoria em curso.

Nesta semana, o prefeito também se recusou a receber as obras da trincheira Ciríaco Cândia e da duplicação da Mário Andreazza, ambas inclusas no pacote da Copa do Mundo de 2014. Ele disse que as obras apresentam problemas seríssimos. “Desde rachadura no asfalto, malha viária danificada, infiltrações em toda trincheira. Eu seria irresponsável se eu recebesse esta obra, quero ajudar o governo, ser parceiro e garantir aquilo que tenho certeza que é a intenção do governador Pedro Taques”, esclarece o prefeito.

Segundo ele, este gesto não atrapalha a sua relação com o governo.  “É um zelo pela coisa pública”, acrescenta. 

O prefeito também se posiciona sobre a gestão anterior. Ele diz que quando cita, por exemplo, o passivo que a prefeitura de Cuiabá tem, em momento algum quis atingir o ex-prefeito Mauro Mendes. “A população precisa saber do novo prefeito como recebeu a prefeitura”, resume.

Pinheiro destaca que é amigo do ex-prefeito. Ele nega qualquer ação para descontruir a imagem de Mauro. “Em hipótese alguma, pelo contrário, se eu puder vou trabalhar no sentido de potencializar para melhorar a imagem do Mauro, como um dos bons gestores que Cuiabá já teve”, defende.

Considerado uma referência no PMDB em Mato Grosso, Emanuel minimiza a divisão do seu partido na Assembleia Legislativa. Dos três parlamentares, dois estão na base de sustentação e um na oposição. Ele explicou que a sua legenda tem multiplicidade de valores nos seus quadros.  Romoaldo Júnior e Silvano Amaral, explicou o prefeito, têm o perfil de mais diálogo, de agregar e mais de bastidores. “Já a deputada Janaina é mais de questionamento, de enfrentamento, mais de crítica, de opinião. São estilos que às vezes mostra uma contradição de atuação partidária, mas, na verdade, é o estilo de cada parlamentar que se sobressai”, salienta.

Nesta Entrevista Livre, o prefeito ainda aborda os 300 anos de Cuiabá, a reforma administrativa, entre outros assuntos. Confira:

 

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





Aceito que meu nome seja creditado em possíveis erratas.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorMauro diz que PSB tem estatura para compor chapa majoritária
Próximo artigoSAD era ‘menina dos olhos’ da corrupção no governo Silval