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Eleições 2018Mato GrossoPolítica

Emanuel defende Wellington e diz que pré-candidatos deveriam seguir seu exemplo

Foto de Gabriela Galvão
Gabriela Galvão

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), não esconde seu descontentamento com os rumos tomados por seu partido nas eleições deste ano, assim como não poupa elogios ao pré-candidato ao Governo do Estado, senador Wellington Fagundes (PR). O emedebista também nega estar à frente de articulações que envolvam o PTB, partido do seu filho e pré-candidato a deputado federal, Emanuelzinho.

“Mal estou falando pelo MDB, que é o meu partido”, disparou o prefeito na tarde desta quinta-feira (26), durante evento de comemoração dos três anos do Hospital São Benedito e entrega de 20 novos leitos.

Na oportunidade, Emanuel Pinheiro ainda criticou a troca de acusações que tem tomado conta dos discursos dos pré-candidatos ao governo Pedro Taques (PSDB) e Mauro Mendes (DEM), possível candidato do seu partido, e disse acreditar que essa polarização favorece Wellington Fagundes.

“Toda polarização favorece quem está preocupado em debater propostas, ideias e projetos para uma sociedade e essa é a preocupação do senador Wellington. Ele diuturnamente se debruça em torno de discutir propostas, ideias e alternativas para Mato Grosso. Em tese, é isso que a gente torce que aconteça com todos os candidatos”, alfinetou.

Conforme o prefeito, os ânimos estão acirrados e eles têm pedido que os pretensos candidatos tenham mais comedimento, desarmem o espírito e busquem uma agenda positiva. “Esperamos que a campanha seja de alto nível, focada em propostas, que não tenha denúncias e acusações infundadas, baixaria e chute na canela”.

MDB

Declaradamente descontente com a decisão do seu partido em migrar para o grupo que dá sustentação à pré-candidatura de Mauro Mendes, Emanuel Pinheiro disse que adotou a linha da neutralidade nas eleições deste ano.

“Devido ao desencontro político partidário, estávamos construindo uma pré-candidatura e meu partido acabou optando por outra pré-candidatura, entendi por bem que devo cuidar de Cuiabá. É para isso que fui eleito”, ponderou.

O prefeito também declarou que acha muito difícil o MDB retornar ao arco de alianças em prol da pré-candidatura de Wellington. “A forma como saiu e foi construída, acho muito difícil MDB recuar do projeto escolhido. É um caminho sem volta”.

Ele ainda acrescentou que a escolha deve ser respeitada, assim como pede que respeitem sua posição. “Devido a um compromisso já assumido tão logo fui eleito prefeito de Cuiabá e pela participação do senador naquele momento”.

PTB

O prefeito também negou que esteja a frente de qualquer articulação para levar o PTB, que hoje faz parte da coligação de Wellington Fagundes, para o grupo que apoia Pedro Taques, conforme declarado pelo presidente do PSDB, deputado federal e pré-candidato ao Senado Nilson Leitão.

“O PTB é comandado pelo ex-prefeito de Cuiabá Chico Galindo e meu filho, embora jovem, tem 23 anos, é maio de idade, vacinado e saberá discutir lá o melhor rumo para o partido”, pontuou.

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