Em sabatina, Selma diz que Taques foi plano B e pede para eleitores votarem nela e no Procurador Mauro

Selma Arruda ainda ressaltou que pede voto para Nilson Leitão “por força” da coligação

Selma Arruda
(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Candidata ao Senado pelo PSL, a juíza aposentada Selma Arruda afirmou que coligar com o grupo encabeçado pelo governador Pedro Taques (PSDB) na disputa pela reeleição era seu “plano B”. Durante sabatina no LIVRE nesta quinta-feira (23), ela também admitiu ter uma linha parecida com o Procurador Mauro, que busca uma vaga como senador pelo Psol, e acrescentou que por serem dois votos, o eleitor pode escolher ambos.

“Ele, de certa forma, tem uma linha parecida comigo, ele não coliga e eu também gostaria de não ter necessidade de coligar; ele prega uma política diferente. Então, como são dois votos para senador, eu acho que nós podemos somar. O eleitor pode dar o primeiro voto para o Procurador Mauro e o segundo para a Selma e não tem problema nenhum”, disse a magistrada aposentada.

Ao “pedir voto” para o Procurador, mais uma vez a candidata contraria a aliança partidária. Isso porque a coligação prega a necessidade de pedir votos para os candidatos da chapa. Selma é do PSL, partido que em Mato Grosso está com o PSDB, que tem o deputado federal Nilson Leitão como postulante ao Senado.

Selma Arruda ainda ressaltou que pede voto para Leitão “por força” da coligação e, embora tenha dito que a relação dos dois é harmoniosa, reconheceu que existe embate. “Meu voto é no Taques e, por força da coligação, peço voto para Nilson Leitão. Eu e o Leitão temos uma relação harmoniosa, mas estamos numa disputa. Não existe quem não tenha interesse de se eleger, [então é] lógico que existe embate”.

Ainda durante a pré-campanha, Selma  publicou um vídeo, em seu perfil nas redes sociais, no qual dizia aos eleitores que não precisariam votar nos outros candidatos da sua chapa. “Eu disse que o eleitor é livre, não disse nada demais”, justificou a candidata, na sabatina desta quinta-feira.

“Plano B”

Na oportunidade, a magistrada aposentada contou que, inicialmente, o PSL estava unido à Frentinha (PSL, PROS, PRB, PSDC, PMN, PHS e Podemos), que tinha um pré-candidato a governador. “Mas o candidato desistiu, não conseguimos emplacar novo nome, a frentinha se dissolveu e tivemos que buscar outra coligação para ter tempo de televisão”, disse.

Conforme Selma, pessoas novas na política, como ela, precisam ser apresentadas ao eleitor, ser vistas, por isso a necessidade de compartilhar tempo de televisão com um partido maior. “Essa campanha está bem diferente de todas as outras, não só por ser mais curta, mas também pelo teto de gastos. Estamos apostando nas mídias sociais e na TV”.

Impugnação 

Quanto à ação de impugnação de candidatura proposta pela coligação “Para Mudar Mato Grosso III”, a candidata assegurou que não há procedência, uma vez que não houve Processo Administrativo Disciplinar (PAD), mas sim uma reclamação, que precede até mesmo sindicância, e que não gera inelegibilidade. Além disso, a própria reclamação já teria sido julgada improcedente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

“Desde a pré-campanha tenho sofrido ataques sistemáticos que visam a me desestabilizar. Já tive vontade de desistir várias vezes. Quando se é honesto, não é fácil ter a honra atacada todo dia. Só não desisto porque sou teimosa e acho que vai valer a pena lá na frente. Mas é isso que enoja, essa política rasteira, de baixaria”, disparou. [related_news ids=”87490, 87885, 88960, 89958″][/related_news]

Suplente

Durante a sabatina, Selma Arruda também falou sobre seu primeiro suplente, o ex-vereador de Sorriso Gilberto Eglair Possamai (PSL), que ficou conhecido nacionalmente depois ser alvo de uma investigação do Supremo Tribunal Federal (STF) junto com Blairo Maggi (PP), à época senador por Mato Grosso e hoje ministro da Agricultura. Ele chegou a ser considerado “laranja” do progressista, em virtude da compra de uma fazenda de calcário em Rosário Oeste.

De acordo com ela, por sua vez, não há suspeitas sobre Possamai. “Analisei muito acuradamente para não colocar ao meu lado uma pessoa que tivesse problema. Eu consultei e vi que ele é a pessoa que denunciou a fraude, a irregularidade. Esses boatos de que ele estaria envolvido são absolutamente inverídicos. Ele é uma pessoa totalmente limpa, talvez uma das melhores aquisições que fiz como amigo e companheiro. Ele sequer tem relacionamento pessoal com Blairo”.

Durante a sabatina, Selma Arruda falou ainda sobre escândalos do Governo Taques, a delação do empresário Alan Malouf, avaliou a gestão de ex-governadores como Blairo Maggi (PP) e Silval Barbosa (sem partido), bem como do atual gestor e abordou temas polêmicos como desarmamento, aborto, casamento homossexual e escola sem partido.

Confira a sabatina na íntegra:

Sabatina LIVRE

Conduzidas pelo diretor do LIVRE, Guilherme Waltenberg, e pelo repórter Victor Cabral, as entrevistas são realizadas com os candidatos ao Governo do Estado e ao Senado por Mato Grosso e transmitidas ao vivo pelo Facebook. Cada live tem duração de 30 minutos.

Confira a agenda das próximas sabatinas:

GOVERNO

Pedro Taques (PSDB) – 29 de agosto, às 15h

Wellington Fagundes (PR) – 5 de setembro, às 17h

Mauro Mendes (DEM) – 12 de setembro, às 15h

SENADO

Gilberto Lopes (Psol) – 27 de agosto, às 15h

Maria Lucia (PCdoB) – 30 de agosto, às 15h

Sebastião Carlos Gomes (Rede) – 3 de setembro, às 15h

Procurador Mauro (Psol) – 6 de setembro, às 15h

Aladir Leite Albuquerque (PPL) – 10 de setembro, às 15h

Waldir Caldas Rodrigues (Novo) – 13 de setembro, às 15h

Nilson Leitão (PSDB) – 20 de setembro, às 15h

*O candidato Jayme Campos (DEM) ainda não confirmou presença na sabatina do LIVRE

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