O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca para Nova York para mais uma participação na Assembleia Geral da ONU. Como já é tradição, caberá a ele o discurso de abertura no dia 23 de setembro. Mas, em vez de tratar dos problemas urgentes do Brasil, a agenda do petista prioriza a causa palestina, encontros sobre “defesa da democracia” e debates sobre clima.
Democracia seletiva
No dia 24, Lula também deve discursar em um evento intitulado “Em Defesa da Democracia e Contra o Extremismo”, ao lado de líderes como Gabriel Boric (Chile) e Pedro Sánchez (Espanha). O encontro prega combater “ameaças aos valores democráticos”, mas críticos apontam que Lula tem pouco a ensinar em matéria de democracia, já que seu governo é sustentado por um toma-lá-dá-cá com o Congresso e perseguições a adversários políticos.
Clima como cortina de fumaça
Outra bandeira levantada por Lula será o clima. Ele vai co-presidir uma reunião sobre mudanças climáticas com o secretário-geral da ONU, António Guterres, além de promover o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), que deve ser lançado na COP30, em Belém. O discurso ambientalista do presidente contrasta com a realidade: o país enfrenta problemas graves de gestão ambiental e de infraestrutura, mas Lula prefere viajar e posar de líder global.
Mais palco, menos Brasil
Enquanto o governo se esforça para aparecer no exterior como referência em clima e direitos humanos, o Brasil continua atolado em escândalos de corrupção, falta de investimentos e uma democracia corroída por privilégios e alianças fisiológicas. Lula vai a Nova York buscar prestígio internacional — mas deixa para trás um país que segue em crise.





