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Em MT, vice de Alckmin sugere mudança na estratégia de campanha: “nosso adversário é o PT”

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Gabriela Galvão

A 20 dias do primeiro turno das eleições e estagnada nas pesquisas de intenção de voto para Presidência da República, a chapa de Geraldo Alckmin (PSDB) e Ana Amélia (PP) parece ter mudado a estratégia de campanha até então focada em “desconstruir” Jair Bolsonaro (PSL), que lidera as últimas sondagens. Em visita a Mato Grosso nesta segunda-feira (17), a progressista afirmou: “nosso adversário é o PT”.

Fernando Haddad foi confirmado como candidato do PT a presidente na semana passada e, desde então, tem crescido nas pesquisas de intenção de voto. Antes na margem dos 4%, ele já aparece na segunda colocação, empatado com Ciro Gomes (PDT), no último levantamento realizado pelo instituto Datafolha, divulgado no dia 14.

“Nós vamos mostrar que o Haddad vai ser a Dilma [ex-presidente Dilma Rousseff] amanhã. O Lula [ex-presidente Lula] está colocando um poste para ser seu representante. Haddad diz que Lula será o que quiser no seu governo, só falta ele dizer Lula vai ser presidente. Quem vai mandar vai ser ele”, disparou a senadora Ana Amélia em coletiva à imprensa realizada após encontro com a coligação “Segue enfrente Mato Grosso”, encabeçada pelo governador e candidato à reeleição Pedro Taques (PSDB).

A candidata a vice ainda criticou a promessa de indulto do ex-presidente Lula, que está preso, aventada pelo govenador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), caso Haddad seja eleito. “Estão desafiando a Justiça. Não existe mais judiciário no Brasil, quem vai mandar vai ser o presidente. Ele vai estar acima da Suprema Corte do país. Isso é uma forma de intolerância, de desrespeito ao Estado Democrático de Direito”.

Segundo ela, essa intolerância é que tem levado a Brasil para o embate entre “nós e eles”. “É extremo de um lado e extremo do outro e os extremos nunca foram bons conselheiros. Os extremos nos remetem à atitude de intolerância. A sociedade precisar ter um grau de respeito e tolerância às diferenças religiosas, raciais, esportivas, partidárias e de gênero. Temos que ser uma sociedade que tenha essa compreensão”.

Sobre extremos, a candidata ainda emendou: “Esta aí um candidato que ao assumir vai tirar um preso que está lá em Curitiba, violentado o sistema judicial brasileiro, ou um outro candidato que diz que vai fazer uma Constituição sem o voto popular, nós não podemos imaginar que na Democracia, num nível que nós chegamos, façamos isso”, disse, sobre Lula e Bolsonaro.

Mesmo figurando com menos de 10% nas pesquisas, ela declarou que está confiante que estarão no segundo turno das eleições e que, em sua opinião, sondagens não são definidoras de resultado, mas um retrato momentâneo.

Coligações em Mato Grosso

O candidato a presidente Geraldo Alckmin é do mesmo partido do governador Pedro Taques, enquanto a legenda de Ana Amélia, em Mato Grosso, integra o grupo que dá sustentação à candidatura de Wellington Fagundes (PR) ao Governo do Estado. Além disso, nacionalmente a coligação conta com o apoio do DEM, ao passo que no Estado a sigla tem Mauro Mendes também como postulante ao Executivo Estadual pela oposição.

Para Ana Amélia, isso demonstra um enfraquecimento do cenário político partidário do país, que precisa ser urgentemente revisto, embora ela reconheça que as realidades regionais sejam peculiares e que não é possível estabelecer um único comportamento. Segundo ela, representantes das coligações adversárias a Taques a receberam no aeroporto.

O evento com a senadora intitulado de “O futuro melhor começa agora”, que teria início às 17h, logo após a coletiva de imprensa, foi transferido para o Shopping Popular de Cuiabá.

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23 de abril de 2026 12:17