Em meio ao medo, 5 fatos positivos sobre o Coronavírus

O cenário mundial deve melhorar, confira

(Fábio Tito/G1)

É estranho tentar ver o lado bom das coisas quando o mundo inteiro está em estado de alerta. Mas no caso do coronavírus, apesar da disseminação rápida – a doença se transformou em uma pandemia em apenas três meses – alguns fatos devem ser ressaltados.

As “boas notícias” sobre o coronavírus foram listadas pela BBC News Brasil e nós fazemos um resumo aqui.

1. O vírus já foi decodificado

Geralmente, quando novas doenças surgem – até mesmo na história recente – há uma demora considerável para cientistas compreenderem exatamente o que está acontecendo.

A AIDS, por exemplo, levou quase três anos para ser identificada.

Com o coronavírus, no entanto, a doença foi diagnosticada em poucas semanas e o vírus teve seu código genético decodificado, o que favorece, por exemplo, a produção de uma vacina.

2. A mortalidade é baixa

A China conseguiu conter com certa eficácia o surto originário, na província de Wuhan.

Além disso, a taxa de mortalidade das pessoas que contraíram o coronavírus é relativamente baixa. Diversos infectados já se recuperaram e o número de novos contágios tem caído no país, ao invés de subir.

3. Jovens raramente são infectados

Crianças e adolescentes são a minoria entre os pacientes infectados com o coronavírus.

Por conta de um sistema imunológico resistente e mais rápido no combate a infecções, quem tem menos idade possui uma vantagem biológica natural.

4. É fácil “barra” o vírus antes do contágio

O vírus pode ser eliminado de superfícies com uma solução de etanol (álcool 62-71%), peróxido de hidrogênio (água oxigenada a 0,5%) ou hipoclorito de sódio (lixívia a 0,1%), em apenas um minuto.

E um ato simples e que deveria ser hábito contra outras doenças também é muito eficaz: lavar frequente das mãos com água e sabão.

5. Vacinas e antivirais já estão em produção

Já existem mais de oito projetos de vacina e remédios contra o novo coronavírus.

Grupos de pesquisadores que trabalhavam em vacinas contra outros vírus semelhantes, agora tentam adaptar as pesquisas. Como o vírus já foi codificado, é uma questão de tempo.

Também há estudos para criar medicamentos antivirais capazes de ajudar o sistema imunológico a destruir as células anucleadas dos vírus. A cloroquina, um antimalárico que também possui atividade antiviral potente é um exemplo.

Sabe-se que ela bloqueia a infecção, aumentando o pH do endossomo necessário para a fusão do vírus com a célula, o que inibe sua entrada no corpo.

In vitro, já está provado que este composto bloqueia o novo coronavírus. E ele, inclusive, já está sendo usado em pacientes que tiveram pneumonia.

Mas você não deve relaxar

Esses fatos, no entanto, não querem dizer que você pode ser descuidado. O incômodo da doença é sério e o mau estar é grave.

Também não se sabe ainda se os infectados já curados terão algum problema de saúde futuro causado pela doença.

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