Em Cuiabá, presidenciável Manuela D’Ávila diz que Bolsonaro não tem ideias

Uma das representantes da esquerda, Manuela foi deputada federal por dois mandatos

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

A pré-candidata a presidente da República pelo PC do B, Manuela D’Ávila, afirmou que seu possível adversário Jair Bolsonaro (PSL) “não tem ideias”, em entrevista coletiva antes de debate sobre feminicídio, na Assembleia Legislativa, em Cuiabá.

Uma das representantes da esquerda, Manuela foi deputada federal por dois mandatos, tendo atuado na Câmara Federal no mesmo período em que o pré-candidato de direita.

“O povo brasileiro vai ter oportunidade de conhecer minhas ideias e de ver, como eu vi nos oito anos que convivi com Jair Bolsonaro na Câmara, que ele não tem ideias”, afirmou a presidenciável.

“Qual é a ideia dele para a segurança pública? Armar a população? E assim não reconhecer o papel do Estado na formação de um sistema público de segurança? Qual a proposta dele para as fronteiras? Nenhuma. Ninguém conhece porque elas não existem”, completou.

A comunista afirmou que ela e Bolsonaro estão em “lados diametralmente opostos”, em função das ideias divergentes. Manuela aposta em uma eleição fragmentada em candidaturas de esquerda e de direita.

“De um lado temos Geraldo Alckmin (PSDB), Henrique Meirelles, Jair Bolsonaro e Marina Silva (REDE), que do ponto de vista do ideário econômico se aproxima mais desse grupo. Do outro temos um conjunto de candidatos que acreditam que o Brasil pode se desenvolver sem privilegiar apenas os bancos e o capital”, citou.

Ela se esquivou ao ser questionada sobre a possibilidade de recuar da candidatura para apoiar outro candidato do mesmo campo político, em nome de uma união da esquerda.

“A unidade da esquerda nesse processo eleitoral é programática, como em nenhuma outra eleição”, respondeu. “No início deste ano, o PC do B, o PDT, o PSOL e o PT montaram um programa de desenvolvimento do Brasil com ideias mínimas que nos unificam, apesar das diferenças”, disse.

Setor produtivo

A pré-candidata disse que o sistema de câmbio e juros brasileiros prejudica, inclusive, o setor produtivo e o agronegócio.

“Precisamos nos unir, todos os brasileiros que não ganham com o capital financeiro, inclusive o setor produtivo. O agronegócio foi responsável pelo crescimento da economia brasileira no ano passado, com seus resultados extraordinários. Que vantagem o agro tem com a política de juros a câmbio atual? Como seria o Brasil se houvesse ferramentas permanentes de investimento em inovação?”, questionou.

Entre as ideias que Manuela pretende defender na campanha, estão uma reforma tributária que permita ao Estado retomar a capacidade de investimento, fim da desigualdade entre homens e mulheres e cobrança de impostos sobre a renda dos mais ricos.

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