A campanha de Lúdio Cabral (PT) trouxe o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) a Cuiabá, neste sábado (19), para reforçar uma hipotética parceira com o governo federal no seu projeto de gestão, caso eleito.
Com discurso cuidadoso, ambos falaram do apoio que o eventual mandato petista terá para solucionar problemas na saúde e infraestrutura, mas sem citar o nome do presidente Lula.
“O vice-presidente Alckmin é médico como eu, tem uma postura serena como a minha, e sua vinda a Cuiabá mostra que ele entende a necessidade de que, para projetar Cuiabá para o futuro, é preciso uma parceria com o governo federal. O próximo governo de Cuiabá precisará de serenidade e de sensatez para construir um governo de união”, disse Lúdio.
O candidato fez uma série de referências para opor sua campanha à do concorrente Abílio Brunini, que tem apostado bastante na recepção negativa ao PT (Partido dos Trabalhadores).
Além de “serenidade” e “união”, Lúdio falou que não haveria “polarização” no seu ponto vista e nem “divisão” na sua campanha.
Mas a postura foi minada pela fala de Geraldo Alckmin. O vice-presidente iniciou a entrevista indo mais para na história e, sem citar nome, se referiu a Jair Bolsonaro (PL) pela relação com os militares.
“Quem defende ditadura nem deveria entrar na disputa eleitoral. A eleição é um ato de democracia, de amor pela cidade e pelos cidadãos”, disse.
O nome de Lula, considerado um peso negativo na campanha em Cuiabá, não foi mencionado nem uma vez pelos políticos. O lugar foi atribuído por Lúdio a Geraldo Alckmin, em uma tentativa de construir um elo sem Lula.




