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Em crise, setor de eventos já demitiu milhares e prevê mais desemprego

Foto de Reinaldo Fernandes
Reinaldo Fernandes

A crise para o setor de eventos causada pela pandemia ainda está longe de acabar. Desde o início da calamidade sanitária, milhares de postos de trabalho foram fechados e mais demissões devem ocorrer nos próximos meses. 

A Associação Brasileira de Promotores de Eventos (ABRAPE) indica que foram perdidos, desde o início da pandemia, 335.435 empregos formais no setor que é composto por operadores turísticos e agências de viagem, aluguel e montagem de estruturas para eventos, bares e restaurantes, hospedagem, publicidade e propaganda, segurança privada e serviços gerais e de limpeza.

Presidente regional da Associação Brasileira de Empresas de Eventos (Abeoc), Joel Klimaschewsk diz que a melhor perspectiva é que a situação só que comece a melhorar quando a campanha de vacinação contra a covid-19 esteja consolidada. 

A estimativa de um ou dois meses para início de recuo da crise, todavia, é pouco acolhida. A avaliação mais segura se projeta para o segundo semestre. 

“Muitas empresas tiveram que demitir funcionários porque o faturamento caiu muito no ano passado. Na empresa em que sou sócio o faturamento ficou 70% menor, isso porque meu planejamento é anual. Para quem faz contratos pontuais, por serviço, a situação é bem pior”, disse. 

Os segmentos afetados são variados, vão de eventos em hotéis e empresas, a casas de show, palestras, aniversários, congressos e casamentos. São eventos que movimentam o mercado de trabalho e faturamento de bufês, decoradores, fotógrafos, empresas de limpeza, por exemplo. 

Imagem ilustrativa (Foto: Pixabay)

As atividades do setor começaram a parar em abril do ano passado e tiveram leve retomada entre outubro e dezembro. Mas novamente foram interrompidas por um decreto estadual. 

“Acontece que nós nunca trabalhamos com eventos para amanhã. Se alguém quiser um evento para amanhã, não vai acontecer. Precisamos de alguns dias para avaliar a logística, o local. Geralmente, começamos a planejar os eventos com dois meses de antecedência”, pontua Klimaschewsk. 

Isso quer dizer que, se até agosto, pouco ou nenhum contrato novo for firmado – por causa da situação de pandemia -, as empresas não terão faturamento e demissões terão que ser realizadas. 

“É possível planejar eventos cumprindo todas as regras sanitárias, mas os decretos que suspendem os eventos jogam todo mundo num mesmo saco e são prejudicados, tanto quem estrutura para dar evento controlados, quanto quem não tem [essa preocupação]”, disse. 

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