Eleições 2022: o quanto políticos de MT ainda apostam nos laços de família?

Prefeito, deputado e até políticos sem cargos apostam na influência de seus nomes para eleger parentes a vagas importantes

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Políticos de Mato Grosso continuam a se valer da relação “poder e família” para engatar parentes nas campanhas eleitorais. A pré-temporada de candidaturas de 2022 já tem três concorrentes a cargos de peso, impulsionados por familiares políticos na ativa ou não. 

“Essa estratégia vale pra quem está no poder. Se não está no poder, há poucas chances. Há também o peso da relação de parentesco entre o político e a pessoa que quer promover. Se mulher, mãe ou filho do político, há mais chance de o candidato se dar bem”, diz o cientista político João Edisom. 

Segundo o cientista, as chances reduzem se o caso for de marido impulsionado pela mulher em cargo público ou se eles tiveram em outro nível de parentesco, como irmãos.

Os “empurrõezinhos” dessa temporada 

O principal destaque é a primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro, filiada ao Partido Verde (PV), que tem cogitado se lançar candidata à Câmara Federal ou ao Senado. Nos bastidores da articulação, estão o prefeito Emanuel Pinheiro e o deputado federal Emanuelzinho ( marido e filho), ambos filiados ao MDB. 

A participação de Pinheiro na negociação extrapola os acordos oficiais de federação. O PV faz parte de acordo firmado junto com PT e PCdoB de união eleitoral pelos próximos quatro anos. 

A proximidade do prefeito ao grupo tem reflexo também da busca dele em construir um grupo de candidatos de oposição ao governador Mauro Mendes (União Brasil). 

Outro nome na corrida é o da médica Natasha Slhessarenko, filha da ex-senadora Serys Slhessarenko. Ela filiou-se ao PSB (Partido Social Brasileiro) para tentar a vaga que se abrirá na bancada de Mato Grosso ao Senado, com o fim do mandato de Wellington Fagundes (PL). 

Diferente da eleição à Câmara Federal ou à Assembleia Legislativa, cujo modelo se destaca pelo candidato puxador de voto, a eleição ao Senado é feita como para governador e presidente da República, ou seja, o que pesa é o destaque do nome do concorrente. 

A “familiocracia” que deu certo

Mato Grosso tem uma longa lista de políticos que emplacaram candidatos. O mais recente vem da família do prefeito Emanuel Pinheiro, que ajudou a eleger seu Emanuel Pinheiro Neto para a Câmara Federal. 

Antes, o hoje senador Jayme Campos (União Brasil) articulou a eleição de sua mulher, Lucimar Bezerra, para a Prefeitura de Várzea Grande, em 2016. 

Ontem (29), o Partido dos Trabalhadores (PT) preteriu as intenções do deputado estadual Lúdio Cabral em emplacar seu irmão James Cabral como representante da sigla. 

O objetivo era colocá-lo como a opção para disputar a vaga ao Senado. Em 2020, James concorreu à Prefeitura de Cáceres.

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