Eleições 2020: novo calendário tira Carvalho e Gilberto dos planos do DEM

Prazo para deixar o cargo venceu em 4 de junho, mas o DEM garante: ainda há outros nomes para a Prefeitura de Cuiabá

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

As mudanças promulgadas pelo Congresso Nacional no calendário eleitoral de 2020, em razão da pandemia do novo coronavírus, tiraram os secretários de Estado Mauro Carvalho (Casa Civil) e Gilberto Figueiredo (Saúde) da disputa pela Prefeitura de Cuiabá.

Para concorrer, eles teriam que ter deixado os cargos que ocupam hoje no início de junho.

Apesar disso, o presidente do diretório municipal do DEM, Alberto Machado, o Beto 2×1, garante o projeto do DEM de ter uma candidatura própria em Cuiabá não foi alterado.

“Quando tomamos a decisão, lá atrás, de não desincompatibilizar nenhum secretário, nós já tínhamos uma clareza de que, neste momento, o mais importante é cuidar da pandemia”, esclareceu.

Na lista de nomes que ainda podem representar o partido no projeto de “mudança para Cuiabá”, ele cita três já bem conhecidos: o suplente de Senador, Fábio Garcia – e presidente do diretório regional do DEM -; o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Eduardo Botelho; e o vereador por Cuiabá, Marcelo Bussiki.

Articulação política

Beto reconhece, entretanto, que em razão da pandemia o partido tem enfrentado dificuldades para realizar discussões políticas. Só a partir deste mês o assunto deve começar a ser debatido de forma mais objetiva.

“Temos conversado com os pré-candidatos a vereador por meio de videoconferência e telefone. E uma reunião política para decidir a questão majoritária ainda não foi feita”.

Segundo as novas datas do calendário eleitoral, os partidos devem apresentar os candidatos a partir de 31 de agosto. O prazo vai até 16 de setembro. Neste período, as siglas devem realizar as convenções partidárias e formar as coligações.

Campanha nas redes

A campanha eleitoral deve começar no dia 26 de setembro. E diante da situação de pandemia, o cenário mais provável é de uma campanha com pouca presença nas ruas.

“O formato eleitoral vem mudando gradativamente a cada eleição e vem se aprimorando no formato mais próximo do ideal. Agora vamos ter um acelerador que é a pandemia. As redes sociais vão fazer a diferença, mas o fundamental é o candidato ter conteúdo, ter proposta. O jeito de se fazer campanha se adapta, mas a clareza que o eleitor tem que ter para escolher o candidato não pode mudar”, avalia Beto.

O primeiro turno das eleições municipais deste ano está marcado para 15 de novembro. Se houve necessidade de um segundo, ele vai ocorrer no dia 29 do mesmo mês.

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