Eleições 2018: veja quem foram os candidatos que mais doaram para as próprias campanhas

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Seis candidatos de Mato Grosso entraram no ranking nacional elaborado pela Justiça Eleitoral dos concorrentes que mais doaram para a própria campanha. Desses, apenas metade conseguiu se eleger.

O campeão é o senador Wellington Fagundes (PR), que doou R$ 2,7 milhões para si mesmo e ficou em segundo lugar na disputa pelo Palácio Paiaguás. Como está no meio do mandato, ele segue no cargo de senador. O vice-campeão, Jayme Campos (DEM), gastou R$ 1,3 milhão do próprio bolso para retornar ao Senado, depois de quatro anos sem mandato.

Outro concorrente ao Senado que aparece no levantamento é Carlos Fávaro (PSD), que investiu R$ 460 mil do próprio bolso e recebeu outros R$ 500 mil do suplente Geraldo Macedo (PSD). Porém, a chapa não teve sucesso na disputa, ficando em terceiro lugar.

O governador eleito, Mauro Mendes (DEM), figura no ranking graças ao vultoso investimento de R$ 867 mil do vice, Otaviano Pivetta (PDT). Valmir Moretto (PRB) foi outro que investiu alto e conseguiu se eleger – foram R$ 648 mil do próprio bolso na disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa. O concorrente Jajah Neves (SD), por sua vez, foi barrado pela Lei da Ficha Limpa e pode ter investido R$ 660 mil em vão.

1º – Wellington Fagundes (PR) – R$ 2.747.177,60

Governo – não eleito

Além dos R$ 2,7 milhões do próprio bolso, que o colocaram na 6ª posição no ranking nacional, Wellington Fagundes recebeu também R$ 1,6 milhão da direção nacional do PR e R$ 298,7 mil da direção estadual do partido. As principais doações de pessoa física foram os R$ 65,8 mil de Osvaldo Sobrinho (PTB) e os R$ 50 mil de Rubens Ometto Silveira Mello.

Ele recebeu um total de R$ 4,7 milhões para a campanha ao governo de Mato Grosso, dos quais R$ 4,4 milhões foram em dinheiro e R$ 333 mil em bens e serviços.

Wellington, que atualmente é senador, declarou um patrimônio de R$ 8,9 milhões. Seu principal bem é a participação de 96% na WAF Administradora de Empresas Ltda., que vale R$ 5,7 milhões. Ele declarou também casas, terrenos, fazendas, empresas, entre outros bens.

2º – Jayme Campos (DEM) – R$ 1.379.025,32

Senado – eleito

Jayme Campos foi o 34º que mais doou para si mesmo no Brasil. Além dos R$ 1,3 milhão do próprio bolso, Jayme recebeu também R$ 1,15 milhão da direção nacional do DEM.

O ex-senador recebeu um total de R$ 2,5 milhões para a campanha, dos quais R$ 2,1 milhões foram em dinheiro e R$ 345,6 mil em bens e serviços.

Ele declarou um patrimônio de R$ 35,2 milhões, que inclui gado, fazendas, imóveis urbanos, empresas, um avião, entre outros.

3º – Carlos Fávaro (PSD) – R$ 960.000,00

Senado – não eleito

Em 49º lugar no ranking nacional, Fávaro colocou na campanha R$ 460 mil do próprio bolso, e outros R$ 500 mil foram investidos pelo suplente Geraldo Macedo (PSD). A direção estadual do PSD repassou R$ 566 mil.

A chapa recebeu diversas doações de pessoas físicas, sendo as maiores as de Odilio Balbinotti Filho, de Guilherme Mogno Scheffer e do irmão do candidato, Joni Eden Baqueta Fávaro, que doaram R$ 100 mil cada, além do pai, João Eden Zamarian Fávaro, que doou R$ 99,8 mil. Beatriz Vendramini Fávaro doou R$ 60 mil. Waldemir Ival Loto e Carlos Webler doaram R$ 50 mil cada.

No total, a chapa recebeu R$ 2,3 milhões sendo R$ 1,7 milhões em dinheiro e R$ 660 mil em bens e serviços.

Carlos Fávaro declarou um patrimônio de R$ 947,5 mil. O principal bem é um crédito de empréstimo. O suplente Geraldo Macedo declarou R$ 3,3 milhões em bens, incluindo imóveis, veículos e investimentos.

4º – Mauro Mendes (DEM) – R$ 884.000,00

Governo – eleito

O governador eleito de Mato Grosso conquistou a 56ª posição no ranking nacional graças ao vice, Otaviano Pivetta (PDT), que aplicou R$ 867 mil na campanha. Mauro declarou uma doação de apenas R$ 17 mil de recursos próprios, equivalente à utilização de um veículo.

A campanha vencedora contou ainda com R$ 2 milhões da direção nacional do DEM e R$ 267,9 mil da direção estadual da sigla. Entre as pessoas físicas, os maiores doadores foram Orcival Gouveia Guimarães, com R$ 200 mil, Paulo Francisco Tripoloni, João Sanchez Junqueira, Carlos Webler e Antonio Sanchez, com R$ 50 mil cada, além de Luiz Antonio Novaes Desidério, que doou R$ 49 mil.

A chapa recebeu um total de R$ 4,1 milhões, dos quais R$ 4 milhões foram em dinheiro e R$100 mil em bens e serviços.

Mendes declarou R$ 113,4 milhões em bens, enquanto Pivetta declarou R$ 379,4 milhões. Ambos possuem diversos imóveis, empresas e investimentos.

5º – Jajah Neves (SD) – deputado estadual – R$ 660.150,00

Assembleia Legislativa – não eleito – registro de candidatura negado com base na Lei da Ficha Limpa

Além dos R$ 660 mil investidos do próprio bolso, que o deixaram na 84ª posição no ranking nacional, Jajah recebeu R$ 100 mil do candidato a deputado federal Leonardo Albuquerque (SD) e R$ 100 mil da direção estadual do PSDB.

O candidato recebeu um total de R$ 879,5 mil, sendo R$ 870,1 mil em dinheiro e R$ 9,4 mil em bens e serviços.

Jajah declarou um patrimônio de R$ 2,6 milhões, que inclui imóveis e aplicações.

6º – Valmir Moretto (PRB) – R$ 648.000,00

Assembleia Legislativa – eleito

Ele investiu R$ 648 mil do próprio bolso, ficando em 91º lugar no ranking nacional. O candidato recebeu também R$ 100 mil da direção estadual do PRB. A maior doação de pessoa física foi no valor de R$ 120 mil, de Glenio Moretto.

Valmir recebeu um total de R$ 942,8 mil para a campanha, sendo R$ 918 mil em dinheiro e R$ 24,8 mil em bens e serviços.

Ele declarou um patrimônio de R$ 4,1 milhões, com diversos imóveis, veículos e participação em empresa.

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