Economistas endereçam carta aberta ao governo sobre pandemia: “O Brasil exige respeito”

No texto, mais de 1,5 mil profissionais da área defendem o lockdown e que medidas de restrição partam do governo federal

(Foto: Ednilson Aguiar / O LIVRE)

“O país pode se sair melhor se perseguimos uma agenda responsável. O país tem pressa; o país quer seriedade com a coisa pública; o país está cansado de ideias fora do lugar, palavras inconsequentes, ações erradas ou tardias. O Brasil exige respeito”.

As palavras acima são o trecho final da carta-aberta intitulada “País Exige Respeito; a Vida Necessita da Ciência e do Bom Governo”, divulgada divulgada no domingo (21). Escrita por economistas o documento contava, até então, com assinatura de 500 profissionais.

O número subiu para 1,5 mil e incluiu ex-ministros da Fazenda, ex-presidentes do Banco Central, ex-presidentes do BNDES e banqueiros que participam intensamente e são referência no debate econômico no país.

Numa ampla análise, os signatários realçam a importância fundamental da aceleração da vacinação neste momento, do distanciamento social, do uso de máscaras e do lockdown. Leia a carta completa aqui.

Assinam a carta, por exemplo, os ex-ministros da Fazenda Pedro Malan, Marcílio Marques Moreira, Maílson da Nóbrega e Ruben Ricupero; os ex-presidentes do Banco Central Armínio Fraga, Gustavo Loyola, Pérsio Arida, Ilan Goldfajn e Affonso Celso Pastore e o conselheiro do Itaú Unibanco, Pedro Moreira Salles.

Na carta, eles recomendam políticas de apoio financeiro às empresas, em particular as pequenas e médias e à população em geral, com olhar especial para os estratos mais carentes, majoritariamente atingidos pelas consequências da pandemia.

O que diz a carta?

1. Agilizar vacinação

O grupo defende a vacinação em massa para conter a doença e o surgimento de variantes do vírus que podem complicar ainda mais o combate. “A insuficiente oferta de vacinas no país não se deve ao seu elevado custo, nem à falta de recursos orçamentários, mas à falta de prioridade atribuída à vacinação.”

2. Uso de máscaras

A carta destaca a importância das máscaras e sugere uma campanha para orientação do uso da maneira mais segura. Também afirma que governo deveria distribuir máscaras gratuitamente para a população de baixa renda, em especial aquelas de melhor qualidade, como a PFF2/N95.

3. Distanciamento social

O grupo defende a implementação de medidas que garantam o distanciamento social e pede também que parta do governo federal a implementação dessas medidas.

“O termo ‘distanciamento social’ abriga uma série de medidas distintas, que incluem a proibição de aglomeração em locais públicos, o estímulo ao trabalho a distância, o fechamento de estabelecimentos comerciais, esportivos, entre outros, e – no limite – escolas e creches”.

4. Coordenação nacional

Por fim, a carta pede a criação de uma coordenação nacional de combate à pandemia. A sugestão é que a iniciativa seja feita pelo Ministério da Saúde , mas “na sua ausência”, pode ser tomada por um consórcio de governadores.

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