Economista de Cuiabá cria ação para doar máscaras mais eficientes no transporte coletivo

Conheça a história de Leonardo Zardo, 25 anos, que recebe doações pela internet para distribuir equipamentos em pontos de ônibus

Foto: Ednilson Aguiar/O Livre

O economista Leonardo Castro de Magalhães Zardo, 25, usa o transporte coletivo todos os dias para ir e voltar do trabalho, em Cuiabá. E assim como outros milhares de assalariados, se vê se muitas vezes impossibilitado de cumprir a distância de 1,5 metro de outros passageiros.

Foi neste contexto, então, que ele criou a ação PFF2 Já – Cuiabá, que distribui gratuitamente máscaras PFF2 – sigla para Peça Facial Filtrante – no transporte coletivo de Cuiabá.

A inspiração veio de iniciativas semelhantes ao redor do Brasil e do acesso à informações científicas sobre as formas de transmissão da covid-19 e as mais eficazes maneiras de se proteger do vírus.

“A ação, de fato, surgiu por ver diariamente no transporte urbano os passageiros submetidos à aglomeração com máscaras de qualidade duvidosa e, às vezes, até sem”, ele conta.

As doações são feitas ao longo da rota que Leonardo Castro faz voltando para casa, mas especialmente em locais onde há maior aglomeração: a Estação Bispo Dom José, na região Central, por exemplo.

Além de proteção, ele também quer levar informação de qualidade. Junto com a máscara, Leonardo entrega um panfleto sobre o uso do equipamento.

“Explicamos basicamente sobre o uso, o porquê, como trocar a máscara de tecido para o modelo PFF2. Nisso a gente enxerga a importância da ação”, conta.

Eficácia comprovada

A maior eficácia da PFF2 foi comprovada em um estudo da USP, que analisou 300 máscaras faciais de diferentes tipos, incluindo as de algodão, mais comumente usadas.

Para realizar o teste, os pesquisadores produziram partículas de aerossol de tamanhos variados e observaram a concentração delas no ar antes e depois da filtragem pela máscara.

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Segundo os resultados, as máscaras PFF2 apresentaram a maior eficiência para todos os tamanhos de partículas, em torno de 98%.

“Obviamente – e também cientificamente – o uso de qualquer máscara é melhor do que nenhuma, mas em situação de alta probabilidade de transmissão, como no transporte urbano, entra a importância de estar usando uma máscara adequada”, afirma Leonardo.

(Foto: Leonardo Zardo/Divulgação)

Doações

As máscaras doadas por Leonardo são adquiridas com doações. Até agora, foram distribuídas cerca de 100 unidades. A continuidade da ação, portanto, depende de novas doações ou de novos parceiros.

Quem tiver interesse em contribuir, pode doar qualquer quantia via pix, com a chave [email protected] O contato com o economista pode ser feito até através da página do projeto no Instagram ou pelo Whatsapp: (65) 9.9659-3881.

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