Economia de Mato Grosso sofrerá forte impacto, diz Mauro Mendes

Queda na arrecadação trará prejuízos aos cofres públicos

Christiano Antonucci

O governador Mauro Mendes já vislumbra forte impacto do coronavírus na economia de Mato Grosso.

Em live transmitida em tempo real por canais oficiais do governo, ele avaliou que a crise econômica acarretada pelo coronavírus causará queda na arrecadação e, assim, trará prejuízos aos cofres públicos.

“Seguramente essa queda acontecerá. Todas as notícias que estão acompanhando o jornalismo internacional mostram um grave e severo desaquecimento da economia global, isso vai afetar nosso país nas exportações brasileiras, nas commodities minerais, minérios de ferro, exportação de alimento de algodão”, afirmou.

“Aqui dentro do Brasil as pessoas já começam a perceber um desaquecimento, as pessoas não saem às ruas, não gastam combustível, não compram. Certamente que haverá um forte desaquecimento. Precisamos aguardar os próximos dias, semanas para ter um número adequado de quão forte será esse impacto, mas seguramente, teremos uma diminuição da arrecadação e isso vai impactar milhões de brasileiros”.

Mesmo com apelo do setor do comércio e indústria, não há qualquer sinalização de prorrogação de vencimentos de taxas e tributos.

Mas, ainda assim, ele declarou que a Secretaria de Fazenda elabora um planejamento para que o Estado consiga arcar com os custos da crise, como a compra de insumos para a área da saúde, da segurança pública e pagamento de salários, por exemplo.

“O governo tem centenas de situações que demandam dinheiro público arrecadado. Nós todos teremos que dar uma parcela de colaboração neste momento de crise. Mas vamos economizar muito, cortar ainda mais as despesas”.

Comércio aberto

Questionado se tomaria medidas tais quais a do governador de Goiás (DEM), Ronaldo Caiado, que determinou o fechamento de vários setores, incluindo o comércio, Mauro Mendes descartou tal iniciativa.

Segundo o governador, “por enquanto, não”. O panorama atual se enquadraria em um estágio inicial. E, em sua opinião, paralisar serviços acarretaria ainda mais problemas.

“Empresas quebram, demitem pessoas e isso traz problemas nas áreas sociais e de segurança. Isso aprofundaria ainda mais a crise econômica”.

E ele avaliou ainda que há outros obstáculos a transpor, como as dificuldades que vai encontrar, como pagar o salário dos servidores e continuar garantindo atendimento de saúde, “além do coronavírus”.

Impostos

Sobre a possibilidade de postergar o recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) das empresas para os próximos três meses, como forma de minimizar os efeitos do coronavírus e evitar um desmantelamento na atividade econômica, Mauro Mendes também descartou a sugestão.

“Como proibir as pessoas de ter um infarto, um derrame? Há situações que continuam demandando o serviço público. Coisas que temos que continuar pagando, se os fornecedores prorrogassem data de pagamento seria maravilhoso. Temos que ter diálogo e todo mundo se ajudando”.

Merenda escolar

Já sobre o projeto da Assembleia Legislativa que aprovou a redução de ICMS para produtos e insumos para o combate da doença, bolsa alimentação e proibição de corte de água energia, Mauro Mendes elogiou o engajamento dos deputados, mas pediu cautela.

“Já determinei um estudo de impacto ao secretário de Fazenda”. Mauro disse que a proposta pode ser bem-intencionada mas é preciso checar as condições de aplicação da lei. “Precisamos avaliar sua aplicabilidade pois ao aprová-las podemos ter transtornos de outra natureza”.

Mauro Mendes disse que aprovações a toque de caixa devem ser avaliadas minuciosamente já que “há matérias que geram despesas. E está na constituição, só podem tramitar na Assembleia quando iniciadas no poder executivo”.

Segundo o governador, ele ficou sabendo da proposta extraoficialmente. “É preciso verificar possibilidade orçamentária”.

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