Dois terços dos mato-grossenses ainda não têm acesso a rede de esgoto

Levantamento aponta que o Estado está dentre as unidades brasileiras com piores índices, apesar de ter avançado em quatro anos

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

A distribuição da rede de esgoto em Mato Grosso melhorou em quatro anos, mas continua distante de uma proporção considerada saudável. Mais de 2,2 milhões de pessoas não têm acesso ao serviço hoje. 

Um novo estudo realizado pelo Instituto Trata Brasil e GO Associados mostra que, entre 2014 e 2018, a rede de tratamento de esgoto expandiu, mas ainda alcança somente 35% dos 3,4 milhões de habitantes. 

O estudo mostra que, há seis anos, apenas 22,7% dos mato-grossenses tinham casas ligadas à rede. Em 2018, a rede cresceu e passou a atender 35,6%. O investimento neste período para fornecimento do serviço foi de R$ 1,030 milhão, o equivalente a R$ 33,07 por pessoa. 

Não está entre os piores, mas está bem para trás se comparado com os Estados que mais investiram. O Acre desembolsou R$ 53,87 por habitante em 2018 e o acumulado entre de quatro anos antes ficou em R$ 177 milhões. 

O Distrito Federal, unidade onde 89% dos moradores têm acesso à rede de esgoto, o último investimento per capita verificado estava em R$ 50,64. 

Conforme o Instituto Trata Brasil, o problema é prevalente para a maioria dos brasileiros. A explicação sugerida no estudo inclui crescimento desordenado e sem planejamento das cidades, falta de cobrança da população, fragilidade de muitas das empresas operadoras e falta de interesse dos gestores públicos. 

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“De maneira similar, tanto o Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), promulgado em 2013, quanto a nova Lei do Saneamento apontam metas de aproximar o país da universalização até 2033. Pela lei 14026, as empresas operadoras deverão atender, até esta data, a 99% da população com água tratada e 90% com coleta e tratamento dos esgotos”, pontua. 

Os Estados e municípios terão que acelerar os serviços e imprimir um ritmo de serviços que ainda não foi alcançado para bater a meta. Uma análise nacional mostra que em 2014, ano com maior investimento total em água e esgoto, foram investidos R$ 14,2 bilhões, ou seja, 57% do necessário. 

A distribuição de água potável é menos drástica, mas o estudo mostra que o investimento está em ritmo lento. Em 2014, 88,3% da população era atendida pelo serviço em rede. Quatro anos mais tarde, o número subiu para 89,3%. 

Para alcançar a meta dos planos de saneamento (água e esgoto) Mato Grosso precisaria, desde 2019, investir ao menos R$ 1,1 milhão ao ano, com um acréscimo de R$ 100 mil ao que foi verificado em 2018. 

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