Dois candidatos a deputado estadual são presos por crime eleitoral nesta manhã

Cida do Camelô e Gilmar do Esporte foram detidos ao serem encontrados jogando santinhos nas ruas

Dois candidatos a deputado estadual foram presos na manhã deste domingo (07), dia de eleição no Brasil. Aparecida Ribeiro de Oliveira, 44 anos, conhecida como Cida do Camelô, foi presa em Cuiabá. E Gilmar Santos de Souza, 47 anos, o Gilmar do Esporte, no Distrito de União do Norte, em Peixoto do Azevedo (672 km de Cuiabá), o irmão do candidato, de 59 anos, foi preso também.

Gilmar e o irmão foram presos às 9 horas, uma hora depois do início da votação. A Polícia Militar chegou até eles por meio de denúncias anônimas sobre pessoas que estariam jogando santinhos nas ruas próximas da Escola Estadual Leonisio Lemos Melo, no Distrito de União do Norte.

Os militares pegaram os dois irmãos em flagrante com uma sacola plástico com vários santinhos de Gilmar. Eles estavam jogando os papéis na rua. Os dois foram presos e encaminhados para a Delegacia da Polícia Judiciária Civil de Peixoto de Azevedo. A sacola com os santinhos foi apreendida.

Pouco depois, às 9h30, a candidata a deputada estadual Cida do Camelô foi presa ao lado do Colégio Aptus, no Bairro CPA I, em Cuiabá. Ela foi detida por suspeita de crime eleitoral, depois de materiais de campanha em nome da mesma serem apreendidos dentro de um veículo VW Voyage.

Cida foi encaminhada ao Cadeião da Casa da Democracia, em Cuiabá, onde foi entregue para a Polícia Federal, junto a três testemunhas e os santinhos apreendidos.

Conforme o boletim de ocorrência, um sargento da PM passava próximo ao Colégio Aptus, quando viu a candidata jogar santinhos com seu nome nas ruas.

Outros casos

O domingo (07) já havia começado movimentado em Mato Grosso em relação aos crimes eleitorais – somente em Várzea Grande, seis pessoas foram presas durante a madrugada, acusadas de jogar santinho na porta de locais de votação.

Em Araputanga (342 km de Cuiabá), um homem de 58 anos foi preso, por volta das 7h42, depois que um juiz acionou a Polícia Militar denunciando crime eleitoral.

No boletim não consta o que o homem estava fazendo, mas o juiz teria presenciado o crime. O caso, assim como todos os outros desta matéria, foi registrado como “divulgação no dia da eleição de propaganda de boca de urna ou arregimentação de eleitor”.

Somente o caso da candidata Cida do Camelô teve o acréscimo de “divulgar qualquer espécie de propaganda de partidos políticos ou de seus candidatos, mediante publicações, cartazes, camisas, bonés, broches ou dísticos em vestuário”, no campo natureza do crime, no boletim de ocorrência.

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