Dodge se manifesta contra pedido de extensão de liberdade feito por irmãos Taques e Mauro Savi

Paulo Taques, Pedro Jorge e Mauro Savi pediram extensão do habeas corpus concedido ao empresário Valter José Kobori,

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Após pedir reconsideração do habeas corpus concedido ao empresário Valter José Kobori, ou seja, que ele voltasse para a prisão, nesta sexta-feira (17) a procuradora-geral da República Raquel Dodge manifestou-se contra o pedido de extensão da liberdade protocolado pelo ex-chefe da Casa Civil Paulo Taques, seu irmão Pedro Jorge Taques e o deputado estadual Mauro Savi (DEM).

Ex-diretor da EIG Mercados preso com a deflagração da 2ª fase da Operação Bereré, intitulada de “Bônus”, Kobori foi solto por decisão liminar do então vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, sob o argumento de que, por mais graves e reprováveis que sejam as condutas supostamente perpetradas, elas não justificam, por si só, a decretação da prisão cautelar.

Dodge, por sua vez, sustenta que a decisão discriminou os episódios envolvendo a atuação dos envolvidos no suposto esquema de corrupção e que foram determinantes para a decretação da prisão preventiva. Além disso, a procuradora-geral ressalta que os pedidos de extensão estão desprovidos de documentação necessária acerca do cumprimento da prisão cautelar.

“Os fatos narrados reforçam a necessidade desta medida cautelar, porque os pacientes agiram para embaraçar a investigação. Ou seja, sob esta perspectiva, resta preenchido outro requisito da segregação cautelar preventiva dos pacientes para atender a conveniência e garantia da instrução processual penal. Percebe-se, portanto, que a necessidade de segregação cautelar dos pacientes está assentada em múltiplos fundamentos”, diz, em trecho da manifestação.

A decisão do ministro foi dada durante o recesso judiciário e ainda deve ser reapreciada pela relatora das ações da Operação Bereré no STF, a ministra Rosa Weber, assim como os pedidos de extensão.

Entenda o caso

kobori, assim como Paulo Taques, Mauro Savi e Pedro Jorge são acusados de fazer parte de uma suposta organização criminosa que teria sido responsável por um desvio de R$ 30 milhões por meio de fraude em contrato mantido pela empresa EIG Mercados Ltda e o Departamento Estadual de Trânsito do Estado (Detran-MT). O contrato está suspenso.

Como diretor da EIG Mercados, Kobori teria atuado junto com os primos do governador Pedro Taques (PSDB), Paulo e Pedro Jorge, para assegurar a continuidade do contrato da empresa com o Detran no atual governo atual.

Paulo Taques é apontado como um dos líderes do esquema e já teve pedido de habeas corpus negado pelo Tribunal de Justiça e pelo Superior Tribunal de Justiça.

Preso na mesma operação, o deputado estadual Mauro Savi também é acusado de ser um dos chefes da suposta organização e já teve seis pedidos de liberdade negados pela Justiça, sendo o último pela relatora da Bereré, ministra Rosa Weber.

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