DNIT rebate Taques e cita obras paradas em Mato Grosso

Ednilson Aguiar/ O Livre

br 163 cestas

 

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) reagiu às declarações do governador Pedro Taques, que atribuiu o prejuízo e o caos provocados pelos atoleiros da BR-163 à “incompetência” da autarquia federal.

Em nota encaminhada ao LIVRE, o gabinete da Diretoria Geral do departamento afirmou que “problemas administrativos com contratos” são comuns em todas as esferas da administração pública. E citou o exemplo de obras conveniadas com o governo do Estado que, apesar de contarem com recursos federais transferidos há mais de dois anos, nunca “saíram do papel”.

“Dois exemplos dessas dificuldades são os problemas que o próprio governo do estado está enfrentando em obras conveniadas com o DNIT, com recursos transferidos há mais de dois anos por esta Autarquia, e que não saíram do papel: o Contorno Norte de Cuiabá e a pavimentação da BR-174/MT”, afirmou a nota, em um trecho.

As críticas de Taques em relação ao DNIT foram feitas durante a cerimônia de posse da nova diretoria da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), realizada na segunda-feira (6).

De acordo com o governador, a autarquia não fez “absolutamente nada” nos últimos dois anos, o que prejudicou o setor produtivo do Estado. “Temos que cobrar o DNIT, a irresponsabilidade é do órgão. Aqui nós fizemos 1,4 mil quilômetros de asfalto”, disse.

Taques lembrou que, durante a crise formada pela fila de caminhões atolados no trecho paraense da Cuiabá-Santarém, os governos de Mato Grosso e do Pará agiram em conjunto para amenizar a situação.

“Estamos ajudando a resolver isso, mas eu não posso fazer asfalto no estado do Pará, assim como o governador Jatene não pode construir obras em rodovias federais”, disse o governador.

Ações

Na nota, o DNIT afirmou que, dos 700 quilômetros do trecho paraense da rodovia, apenas 100 quilômetros não são asfaltados. “Neste ano, o DNIT vai asfaltar 60 quilômetros – o trecho de 40 quilômetros onde ocorreram as retenções está incluído nestes 60 quilômetros”, disse a nota.

Segundo a autarquia, as empresas que vão pavimentar o trecho “estão contratadas e iniciarão os trabalhos após o término do período chuvoso”. “As empresas contratadas para fazer a manutenção continuarão atuando até que o trecho seja asfaltado”.

Os problemas no trecho mais crítico, segundo o DNIT, foram solucionados “com o ordenamento do tráfego, que permitiu a atuação das equipes de manutenção do DNIT. Nesta terça-feira (07/03), o tráfego na BR-163/PA está ocorrendo normalmente.”

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