Dívida de prefeituras deve crescer R$ 20 milhões ao mês com piso para enfermeiros

AMM pede que projeto de lei em votação no Senado inclua um dispositivo para o governo federal cofinanciar pagamento a profissionais

(Foto: Reprodução/Uol)

A conta dos municípios de Mato Grosso deve crescer em R$ 240 milhões ao ano com a criação do piso salarial para enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem. A Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) diz que o gasto mensal será de R$ 20 milhões para cumprir a proposta em votação no Senado. 

A avaliação é que os caixas das prefeituras poderão ficar mais comprometidos caso não haja cofinanciamento pelo governo federal, pois a situação financeira para cobrir os gastos atuais seria escassa. 

O projeto de lei nº 2.564/2020, de autoria do senador Fabiano Contarato (Rede-ES), estabelece o piso salarial de R$ 7.315 para os enfermeiros; R$ 5.120 para técnicos de enfermagem e R$ 3.657 para auxiliar de enfermagem e parteiras.  

“Compreendemos a necessidade de fazer a remuneração mais justa desses profissionais, principalmente neste período de enfrentamento da pandemia, mas defendemos que o Senado deve incluir na proposta uma emenda estabelecendo que o governo federal se responsabilize por esse acréscimo na despesa”, disse o presidente da AMM, Neurilan Fraga. 

Entidades representantes de prefeituras acionaram o Conselho Nacional dos Municípios (CNM) para tentar negociar com o Senado um adendo ao projeto de lei dos pisos salariais.  

Os senadores devem votar, em plenário, o projeto de Contarato nos próximos dias. O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) vem pressionando o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-AP), para pautar a proposta com urgência. 

LEIA TAMBÉM

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





Aceito que meu nome seja creditado em possíveis erratas.