Diretor da cadeia em Água Boa é exonerado por suspeita de tortura

Denúncia anônimas levaram a uma vistoria surpresa no local, que constatou lesões corporais nos detentos

(Foto: Bruno Cidade)

O diretor do presídio de Água Boa (740 km de Cuiabá) foi exonerado do cargo após uma vistoria na unidade carcerária encontrar indícios de tortura, tratamento cruel, desumano e degradante aos presos.

A decisão, publicada no Diário Oficial do Estado que circulou na quarta-feira (18), ainda se estende a quatro policiais penais que foram removidos para outros municípios.

Os indícios de crime no local foram identificados pelo Grupo de Atuação Estratégica do Sistema Carcerário (Gaedic/Sistema Prisional) e a Corregedoria de Justiça.

A vistoria surpresa foi feita em julho. Na data da checagem, 624 presos estavam detidos em Água Boa.

Além do relato dos presos, os defensores públicos e juízes que vistoriaram o local, colheram imagens das lesões corporais nos detentos.

(Foto: Defensoria Pública de MT)

Em um relatório endereçado ao secretário Jean Carlos Gonçalves – com um pedido de investigação – a Defensoria Pública de Mato Grosso enfatizou existirem “relatos contundentes” da participação direta, além da conivência, do então diretor do presídio, nas práticas ilegais.

Esta não foi a primeira vez que um diretor de presído foi afastado do cargo por denúncias desse tipo. Em dezembro, o então diretor da unidade prisional de Sinop e alguns agentes sofreram sanções semelhantes.

Participaram da vistoria ao presído de Água Boa os defensores André Rossignolo, como coordenador do trabalho, Paulo Marquezini, Érico da Silveira e a defensora Giovanna Marielly Santos. Também os juízes Marcos Faleiros, Emerson Cajango e Eduardo Calmon de Almeida.

(Com Assessoria)

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