Dinheiro: especialista explica quando o assunto deve entrar na vida das crianças

Engana-se quem pensa que é preciso esperar. Quanto mais cedo, melhor, diz administradora

(Foto: Kindel Media / Pexels)

Existem duas formas de se educar financeiramente: receber orientação desde o início da vida ou aprender com as experiências e os próprios erros. E a julgar pelo resultado da pesquisa Estresse Financeiro do Brasileiro de 2020, a maioria de nós ficou com a segunda opção.

O estudo apontou que 71% dos brasileiros consideram que problemas financeiros são uma de suas principais fontes de preocupação.

É por isso que a coordenadora do curso de Administração da Universidade de Cuiabá (Unic), Liniana Nunes Soares, defende que o tema é, sim, assunto de criança.

“Assim que a criança começa a entender que existem uma trocas, ou seja, algo precisa ser entregue para o recebimento de outra coisa, já se pode começar a trabalhar princípios como poupar e evitar desperdícios. Esses dois conceitos devem ser reforçados e são os pilares de uma educação financeira”, pontua.

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Segundo a professora, quando a mente não é treinada para poupar e esperar o tempo necessário para se adquirir o que deseja, há uma tendência de se desenvolver um comportamento compulsivo quando adulto em relação à compras. Um dos maiores causadores de endividamentos nos adultos.

Mudança para melhor

Outra pesquisa, pelo menos, aponta que o rumo das futuras gerações é diferente. Segundo o levantamento, houve um crescimento de 65,5% de jovens cadastrados e investindo na bolsa de valores. Trata-se de mais de 21 mil adolescentes com até 15 anos de idade.

A administradora vê esse aumento com bons olhos. Segundo ela, investir na bolsa desde jovem já é uma prática comum em países mais desenvolvidos, enquanto que no Brasil, ainda “temos uma cultura da poupança muito forte”. Um tipo de investimento não tão eficiente em relação a rendimentos acima da inflação.

Por outro lado, ela recomenda cautela. “É preciso tomar cuidado quanto aos retornos rápidos e volumosos. Operações que indicam retorno a curto prazo, têm riscos maiores. Por isso, o indicado é estudar antes de aplicar qualquer valor”.

(Com Assessoria)

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