Dilmar Dal Bosco supera crise com DEM e defende Jayme Campos para governador

"Eu já vinha defendendo Jayme para governador dentro do partido e agora vou continuar defendendo externamente"

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

O deputado estadual Dilmar Dal Bosco afirmou que superou a crise na cúpula do DEM, depois de se reunir com o secretário de Assuntos Estratégicos de Várzea Grande, Jayme Campos, e o ex-deputado Julio Campos, na manhã desta terça-feira (27). Depois do encontro, o deputado, que há 15 dias deixou a liderança do governo Pedro Taques (PSDB) na Assembleia Legislativa, decidiu defender publicamente a candidatura de Jayme a governador.

“Eu já vinha defendendo Jayme para governador dentro do partido e agora vou continuar defendendo externamente”, afirmou. Outro nome ventilado dentro do DEM para disputar o governo é o do recém-filiado Mauro Mendes,  ex-prefeito de Cuiabá. Dal’Bosco o classificou como “um bom nome”, com direito a buscar seu espaço, mas disse que se mantém leal a Jayme. O parlamentar disse que seu projeto é se lançar candidato à reeleição para deputado estadual.

Ele negou que a decisão de apoiar Jayme signifique um rompimento com Taques. “Já falei com o governador Pedro Taques sobre isso. Agora é um momento partidário. Tenho que definir dentro do meu partido”, argumentou o deputado.

“Não tenho como definir como vai ser a composição do PSDB, quantos serão os candidatos a deputado, se tem senador. Não posso definir dentro do PSD, do PR, de nenhum partido. Eu tenho que definir dentro do meu partido. Temos que buscar nosso espaço e crescer, para que o DEM tenha expressão política e, lá na frente, possamos definir nosso projeto. Eu defendo que o projeto tenha Jayme na chapa majoritária”, afirmou.

Crise na executiva

Na sexta-feira passada (23), Dal Bosco faltou ao ato de filiação do DEM, sob o argumento de que estava insatisfeito com a composição da nova executiva estadual da sigla. Ele disse que a conversa desta terça contornou a crise e que uma nova reunião, na noite de quarta-feira (28), deve discutir como será composta a direção do partido.

“Nomes como o de Celcita Pinheiro e Roland Trentini não poderiam ficar de fora da comissão provisória. Não tenho problema com essa executiva que foi definida, mas não poderia vir de lá pra cá. Eu nem preciso fazer parte da executiva, pois tenho mandato e não tenho essa vaidade”, afirmou.

Na negociação feita com os novos filiados na semana passada, Dal’Bosco ficou com o cargo de tesoureiro, enquanto o deputado federal Fabio Garcia ficou com a presidência. Foi acertado também que as três vagas de vice-presidente seriam dos deputados estaduais Mauro Savi e Eduardo Botelho e do ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes, todos dissidentes do PSB. A secretaria geral ficaria com o ex-deputado Júlio Campos. O ex-senador Jayme Campos e suplente Adriano Silva seriam membros da executiva.

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