Diferenças entre cifose, lordose e escoliose, os desvios mais comuns na coluna

A coluna vertebral é o eixo capaz de sustentar a postura bípede do ser humano. Além de ser o ponto de fixação das costelas, ligamentos e músculos, permite a movimentação dos braços e pernas, protege os nervos e a medula, enquanto garante suporte ao peso do corpo.

Importante estrutura do esqueleto humano, se estende da base do crânio à pelve e é formada por 33 ossos – as vértebras, sendo que 24 são móveis e oito não se movimentam.

Por ser rígida, mas flexível, a coluna pode sair da curvatura ideal do corpo e sofrer três tipos de deformidades: cifose, lordose e escoliose, que são identificadas pelos locais onde ocorrem.

A cifose e a lordose são desvios fisiológicos normais, necessários para distribuir melhor as cargas sobre a coluna; já a escoliose é um desvio anormal.

Qualquer um deles tende a causar prejuízos à qualidade de vida. Por isso, quem sofre destes problemas, deve se consultar com um ortopedista, que irá determinar o tratamento adequado a cada caso.

Cifose

É o desvio da coluna caracterizado pela projeção para frente de ombros, pescoço e cabeça – todos possuem um grau de curvatura, e o problema é detectado quando este é maior que 45 graus, podendo ser observado com a pessoa de perfil.

Neste caso, quando há alguma queixa, costuma ser de dores nas costas e no pescoço. Também podem ocorrer o arredondamento acentuado para a frente – deformidade física popularmente chamada de “corcunda”, cansaço, problemas de equilíbrio e fraqueza muscular.

Lordose

Na lordose, o desvio se caracteriza quando o aumento da curvatura da lombar é na direção da frente do abdômen. O problema é se esta curva estiver muito projetada para dentro da cavidade torácica.

A pessoa fica com a barriga mais saliente e com os glúteos mais destacados, por causa da formação de um arco interno logo acima das nádegas – a síndrome do bumbum arrebitado. Também só é percebido com a pessoa sendo observada de perfil.

Dependendo do quadro, a lordose pode causar fortes dores nas costas, desconforto, comprometer a mobilidade da coluna na região afetada e deformidades físicas.

Escoliose

É uma curvatura anormal da coluna para um dos lados do tronco, acompanhada ou não da rotação das vértebras. Só pode ser verificada olhando a pessoa de costas.

O problema atinge a todas as faixas etárias, mas costuma estar associada ao crescimento antes da puberdade.

O desvio pode ser congênito, com a má formação dos ossos; neuromuscular, causado por problemas como paralisias cerebral e muscular; e idiopático, no qual a causa é desconhecida.

A escoliose não costuma apresentar sintomas iniciais. Quando avança, pode deixar ombros ou quadris assimétricos, cintura desigual, dores nas costas, inclinação do corpo para o lado, cansaço na coluna após passar muito tempo numa mesma posição, seja de pé ou sentado, entre outros.

Possibilidades de tratamento

O ideal, em qualquer tipo de problema na coluna, é procurar um ortopedista o quanto antes. Quanto mais cedo for o diagnóstico, melhor para o tratamento, que será definido conforme a particularidade de cada caso.

A primeira etapa é pedir exames para determinar com mais clareza o local e o grau do desvio. Pode ser necessário desde um raio X à ressonância magnética (RM), uma RM cervical, para os casos de cifose ou a RM Lombar, para auxiliar na investigação da lordose.

Para a cifose, o ortopedista pode orientar a prática de uma atividade física específica, fisioterapia e até o uso de coletes ou suportes.

A lordose em crianças costuma se corrigir sozinha, desde que elas sejam estimuladas a manterem a postura correta. Nos adultos, o tratamento mais eficaz é a fisioterapia, mas também pode incluir medicação, exercícios, uso de cinta.

A escoliose tem opções de cuidados semelhantes às da cifose. Para parar a progressão da curva são receitados desde o uso de coletes ou suportes, às fisioterapias, alongamentos e atividades físicas.

Em todas elas, a cirurgia é reservada para os casos mais graves, geralmente em adultos, onde há deformidade severa ou a curvatura ainda pode evoluir e estiver comprometendo outros órgãos.

O objetivo é recuperar as funções da coluna e aliviar as dores e desconfortos. Se houver causa, ela também precisa ser tratada. O uso de remédios deve seguir a prescrição do médico.

Como evitar problemas na coluna

Prevenir é muito melhor que remediar, ainda mais quando se trata da coluna, onde a maior parte dos desvios possui causa desconhecida. A principal orientação é que a pessoa fique sempre atenta à postura.

Não importa se está cuidando da casa, fazendo limpeza, trabalhando, vendo TV ou jogando videogame, andando – o primordial é manter a posição adequada.

Tomar cuidado quando carregar peso, para evitar a sobrecarga em alguma parte da coluna vertebral – inclusive nas mochilas de crianças e adolescentes; adotar uma alimentação saudável e rica em cálcio são mais medidas que ajudam a evitar problemas.

Outra dica é escolher calçados confortáveis e fugir dos saltos muito altos, que podem atrapalhar a caminhada, alterar o centro de gravidade do corpo e o posicionamento da coluna, afetar musculaturas e articulações.

Os exercícios também contribuem para o peso corporal ficar no limite indicado, conforme o biotipo da pessoa. Além de alterar a posição de equilíbrio do corpo, a obesidade pode provocar o desgaste das articulações e a calcificação das vértebras.

As atividades físicas também ajudam a corrigir a postura e fortalecer os músculos das costas, quadris, abdômen e, assim, dar sustentação à coluna. As que costumam ser indicadas são natação, RPG e pilates, alongamento, ioga, musculação leve e caminhadas moderadas.

Tanto a prática de qualquer exercício quanto o uso de medicação só devem ser feitos após avaliação médica e com supervisão especializada.

 

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