Dia da Cachaça: passarinho não bebe, mas o brasileiro não dispensa

Fatores como teor alcoólico, índice de acidez e envelhecimento são essenciais para escolha do acompanhamento

(Foto: Designed by Freepik)

Caninha, água ardente, água que passarinho não bebe, “marvada” e pura são apenas alguns dos apelidos dados à cachaça, uma bebida genuinamente brasileira que ganhou um dia nacional, comemorado hoje (13).

Então, neste domingo, se faz oportuno tomar “uma” bem caprichada. E, se a dúvida são os acompanhamentos, ela não existe mais. Assim como o vinho, pode ser utilizada na harmonização com diferentes tipos de pratos, desde os mais simples até os mais rebuscados.

Delfino Golfeto, um dos maiores especialistas em degustação de cachaça do Brasil, sugere que pratos com acento tropeiro, como linguiças, torresmos, carnes suínas e tutu de feijão, se encaixam bem com uma boa cachaça.

Segundo ele, há dois tipos básicos de harmonização: por semelhança, com uma cachaça suave com pratos mais suaves ou cachaças adocicadas com pratos agridoces; ou contraposição, apostando no contraste, ou seja, uma cachaça mais ácida com pratos adocicados.

Para que a bebida possa valorizar a comida é preciso levar alguns fatores em consideração, como o teor alcoólico, o índice de acidez, os sabores, o aroma e o tipo de envelhecimento.

(Foto: Assessoria)

“Outra questão que pesa muito é o tipo de madeira utilizada na fabricação, pois isso traz uma modificação química e sensorial na cachaça, além de contribuir com aromas, cores e sabores. O processo de envelhecimento é feito de acordo com cada tipo de madeira utilizada, sendo que as mais comuns são carvalho, amburana e balsamo. Isso influencia diretamente no produto final, pois cada madeira cria sabores diferenciados e amoras frutados”, revela Golfeto.

Com base nestas informações, é possível indicar quais alimentos combinam mais. No caso das cachaças neutras, que apresentam aspecto cristalino e não passam pelo processo de envelhecimento, os pratos mais indicados são: tilápia ao molho de camarão, casquinha de siri, bolinho de bacalhau, camarão crocante, saladas, queijo provolone e tilápia crocante.

Já no caso das cachaças que passam pelo processo de envelhecimento em tonéis madeiras, é preciso levar em consideração o tipo de madeira utilizado para escolher o prato para harmonização. As cachaças envelhecidas no balsamo, por exemplo, combinam com filé com gorgonzola, picadinho de carne, isca de tilápia e picanha na chapa.

A amburana pode ser perfeita quando a opção é um bolinho de carne de sol, bolinho de mandioca recheado, chapa mista de carne e, por incrível que pareça, até mesmo com sobremesas.

Já o carvalho, por sua vez, pode ser harmonizado com pratos como escondidinho, costelinha suína, torresmo e carne de sol.

Museu da Cachaça

(Foto: Assessoria)

Outra curiosidade é que Delfino fundou em maio de 2004 o Museu da Cachaça, localizado em Tupã, no interior de São Paulo, onde fica a sede da Água Doce Sabores do Brasil, franquia da qual é proprietário.

O local tem mais de 3 mil rótulos, além de contar a história da bebida e o processo de fabricação. A Água Doce foi pioneira na valorização da cachaça ainda nos anos 1990, investindo tanto na variedade de opções da bebida, como no uso em caipirinhas e outros drinques. Como em tempos de pandemia fica mais difícil visitar determinados locais, a marca preparou um tour virtual para que os apaixonados pela bebida possam conhecer um pouco mais sobre o Museu da Cachaça.

(Com Assessoria)

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