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Detector de Corrupção mostra 13 políticos de MT e mais da metade é réu

Foto de Gabriela Galvão
Gabriela Galvão

Descubra a verdadeira face dos políticos. A frase abre o aplicativo intitulado de Detector de Corrupção, recém-lançado pelo site Reclame Aqui, que mostra 13 políticos mato-grossenses com mandato, dos quais 7 são réus em processos por corrupção ou improbidade administrativa.

Aparecem no aplicativo, além da bancada federal do Estado, o governador Pedro Taques (PSDB), que não é réu em nenhum processo, e o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi (PP), que responde a um inquérito no Supremo Tribunal Federal por suposto recebimento indevido de R$ 12 milhões na campanha ao governo de 2006.

Dos 3 senadores por Mato Grosso, 2 são réus, sendo eles Cidinho Santos (PR), que responde a 4 ações por atos de improbidade administrativa, e Wellington Fagundes (PR), denunciado em 1 inquérito por corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro ou ocultação de bens e em 1 ação civil pública por improbidade. José Medeiros (PODE) não responde a nenhum processo segundo o aplicativo.

Em relação aos 8 deputados federais, metade responde a processos. Carlos Bezerra (MDB) é campeão. Ele é réu em 1 ação penal por peculato e crimes previstos na lei de licitações, bem como em 4 ações civis públicas, sob acusação de crimes como fraude em licitação, esquema de superfaturamento, envolvimento no escândalo da máfia das ambulâncias e dano ambiental.

Adilton Sachetti (PSB) e Ezequiel Fonseca (PP) figuram são denunciados em 3 processos. O primeiro responde a 2 ações penais por crime de responsabilidade e 1 inquérito por falsidade ideológica para fins eleitorais. Já o progressista é acusado de crime contra lei de licitação em 1 ação penal e de improbidade administrativa em 1 ação civil pública, e responde a 1 inquérito por crime de peculato e lavagem de dinheiro.

Com 2 inquéritos que apuram corrupção passiva e superfaturamento de preços de serviços e obras públicas, Nilson Leitão (PSDB) é o quarto parlamentar do Estado processado.

Os deputados Fábio Garcia (DEM), Ságuas Moraes (PT), Valtenir Pereira (MDB) e Victório Galli (PSL), não respondem a nenhum processo por corrupção ou improbidade administrativa.

O aplicativo é gratuito e traz duas opções de pesquisa. O eleitor pode direcionar a câmera do celular no rosto do político, seja ao vivo ou por foto, bem como pesquisar por cargo e Estado. No banco há governadores, deputados federais eleitos a partir de 2014, senadores eleitos desde 2010, presidentes e vice-presidentes que ainda estejam vivos, candidatos à presidência e aos governos estaduais listados pelos institutos de pesquisa Datafolha e Ibope.

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