Desemprego na pandemia atinge maior patamar em agosto

Para pesquisadora, as medidas de flexibilização e o retorno das atividades econômicas influenciaram o aumento na busca por vagas

Foto: Marcello Casal Jr

Na última semana de agosto, a taxa de desocupação – pessoas desempregadas – atingiu 14,3%, o maior patamar da pesquisa desde o início da pandemia. O número também significa um aumento de 1,1 ponto percentual frente à semana anterior.

Isso representa cerca de 1,1 milhão a mais de pessoas à procura de trabalho no país. Ao todo, são 13,7 milhões de desempregados no Brasil.

Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para a coordenadora da pesquisa, Maria Lucia Vieira, o crescimento da taxa – que era de 10,5% no início de maio – tem relação com o aumento de pessoas que passaram a buscar trabalho, dada as flexibilizações das medidas de isolamento social.

“No início de maio, todo mundo estava afastado, em distanciamento social. O mercado de trabalho estava em ritmo de espera para ver como as coisas iam se desenrolar. Não tinha local onde essas pessoas pudessem trabalhar. Então, à medida que o distanciamento social vai sendo afrouxado, elas vão retornando ao mercado de trabalho”.

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Em agosto, os trabalhadores do setor de serviços foram os que mais deram entrada no seguro-desemprego. Eles representam quase metade do percentual do perfil de solicitantes no mês. Comércio (26,4%), indústria (14,7%), construção (9,7%) e agropecuária (4,8%) aparecem em seguida.

Por outro lado…

Mesmo com o aumento da população desempregada, agosto teve queda no pedido de seguro-desemprego. Em todo o mês, segundo o Ministério da Economia, foram contabilizados 463.835 requerimentos na modalidade trabalhador formal.

O número representa uma queda de 18,2% na comparação com agosto de 2019. À época foram contabilizados 567.069 requerimentos.

Em Mato Grosso, a queda é sutil. No mês passado, 10.649 trabalhadores haviam solicitado presencialmente o benefício e outros 5.410 fizeram o pedido pela internet. No ano passado, o número era de 11.784 pedidos nos guichês e 83 pela internet.

Em contraponto, três Estados com maior número de requerimentos foram São Paulo (138.397), Minas Gerais (51.200) e Rio de Janeiro (37.348).

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