Desemprego atinge 165 mil pessoas em Mato Grosso no primeiro trimestre

Mato Grosso tem 9,1% da população sem emprego; 59 mil estão na Região Metropolitana

Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou 165 mil pessoas desempregadas em Mato Grosso apenas entre janeiro e março de 2019. Desses, 43 mil residem em Cuiabá. Quando soma-se à Capital os dados da Região Metropolitana, o número sobe para 59 mil pessoas.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nessa quarta-feira (24), que coletou dados em mais de 5,5 mil domicílios em todo o Estado.

De acordo com a apuração, o número de desocupados em Cuiabá representa 12,7% da população. Na Região Metropolitana são 11,7%.

A menor taxa de desocupação (isso é, aqueles que estão aptos a trabalhar e procuram emprego) está localizada no interior do Estado, onde foram encontradas 106 mil pessoas nessa situação, o equivalente a 8,1%.

A média de Mato Grosso é de 9,1% de desocupados.

Dos ocupados

A pesquisa também revelou que cerca de 36% dos trabalhadores de Mato Grosso estão ligados à informalidade. A porcentagem representa 593 mil pessoas, segundo o IBGE.

Para o levantamento, foram considerados aqueles que, embora tenham ocupação, não possuem vínculos às empresas, são autônomos ou mesmo trabalham para empresas sem registro no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ).

Em Cuiabá, a informalidade atinge 30% (90 mil) das pessoas empregadas, enquanto que no interior do Estado a taxa é de 36,4% – equivalente a 439 mil funcionários.

Salários

O Pnad apontou ainda diferença salarial entre o público empregado. O rendimento médio de um trabalhador nesse primeiro trimestre de 2019 foi de R$ 2.931 em Cuiabá e de R$ 2.585, quando calculado dados da Região Metropolitana.

No interior, a média salarial é de R$ 2.167, ou seja, um trabalhador da Capital vale R$ 764 a mais que um do interior.

Se comparada a outros estados brasileiros, a diferença salarial em Mato Grosso é menor. No Espírito Santo, por exemplo, um trabalhador do interior recebe, em média, R$ 1.725 pelo trabalho, enquanto um da Capital recebe R$ 4.653.

O Estado com menor diferença foi o de Rondônia: R$ 514.

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