Desembargador suspende processo contra militares envolvidos em grampos

Audiência em que réus seriam ouvidos estava marcada para segunda-feira

O desembargador Luiz Ferreira da Silva, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, determinou a suspensão do processo em que são julgados os policiais militares supostamente envolvidos no Caso dos Grampos. O magistrado atendeu a um pedido da defesa do cabo Gerson Luiz Ferreira Correa Junior.

A defesa do militar alega que dois dos quatro juízes que compõem o Conselho Militar, constituído para julgar o processo, agem com parcialidade com relação a Gerson. Além deles, o juiz Murilo Mesquita Moura, da 11ª Vara Criminal da Justiça Militar de Cuiabá, também é responsável pelo caso.

Anteriormente, o desembargador havia negado o mesmo pedido feito pela defesa de Gerson. Desta vez, os advogados alegaram que o andamento do caso poderia prejudicar o direito de defesa do militar. Uma audiência está marcada para segunda-feira (09) na 11ª Vara Criminal, quando seriam ouvidos parte dos réus, incluindo o cabo. O pedido foi atendido em determinação assinada pelo desembargador Luiz Ferreira da Silva nesta sexta-feira (06).

Gerson, os coronéis Zaqueu Barbosa, Evandro Lesco e Ronelson Barros, além do tenente-coronel Januário Batista, são acusados de participação em escutas telefônicas ilegais contra pessoas de interesse da cúpula do Governo do Estado.

Para a defesa do cabo os coronéis Valdemir Barbosa e Luiz Cláudio “indeferem qualquer pedido formulado pela defesa do paciente e, por outro lado, acolhem os pedidos formulados pelos oficiais superiores acusados”.

Os militares são acusados de grampear autoridades e profissionais como a deputada estadual Janaína Riva (MDB), os advogados eleitorais José do Patrocínio e José Antonio Rosa, o desembargador José Ferreira Leite, o jornalista José Marcondes Muvuca, além de telefones do Ministério Público Estadual (MPE).

Os civis envolvidos no caso são julgados no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Por lá, o ministro Mauro Campbell Marques apura a participação do governador Pedro Taques (PSDB) e de outros membros de seu governo como os ex-secretários Paulo Taques (Casa Civil) e Rogers Jarbas (Segurança Pública).

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