Desembargador solta um dos acusados por fraude em contratos de saúde em Cuiabá

Decisão de Sakamoto deve beneficiar ainda outros sete presos na mesma operação

Desembargador Pedro Sakamoto

O desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Pedro Sakamoto, determinou a soltura do empresário ligado à empresa Pró-clin, Fábio Alex Figueiredo Taques. Ele foi preso na manhã de ontem (19), durante a segunda fase da “Operação Sangria”, que investiga uma suposta organização criminosa que teria montado esquema para, segundo a Polícia Civil, “monopolizar” a saúde em Cuiabá.

O ex-secretário municipal de Saúde, Huark Douglas Correia, que foi um dos fundadores da Empresa Cuiabana de Saúde e até então era funcionário efetivo da pasta, também foi preso e apontado como “líder da organização criminosa.

A decisão de Sakamoto deve beneficiar ainda outros sete presos na mesma operação comandada pela Delegacia Fazendária. Na decisão de soltura, em substituição à prisão preventiva, Sakamoto impôs medidas cautelares como a proibição de manter contato com outros suspeitos ou testemunhas do caso, proibição de ir até às sedes das empresas envolvidas e das Secretarias de Saúde – estadual e municipal – e ainda uso de tornozeleira eletrônica.

A operação

A operação Sangria 2 é um desdobramento do cumprimento de onze mandados de busca e apreensão, expedidos pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá no dia 4 de dezembro. O objetivo é apurar supostas irregularidades em licitações e contratos firmados com as empresas Proclin (Sociedade Mato-Grossense de Assistência Médica em Medicina Interna), Qualycare (Serviços de Saúde e Atendimento Domiciliar LTDA) e a Prox Participações, firmados com o município de Cuiabá e o Estado.

Conforme a Polícia Civil, o setor administrativo do Hospital São Benedito e a Secretaria Municipal de Saúde também estão sendo vasculhados pelos policiais civis.

Na última sexta-feira (14), um segundo inquérito policial foi instaurado, depois que a Polícia Civil detectou que, supostamente, os investigados estariam obstruindo o trabalho da Justiça, destruindo provas e até coagindo testemunhas. Consta, ainda, que também estariam usando de força política para atrapalhar o levantamento de informações, segundo a delegada titular da Defaz, Maria Alice Barros Martins Amorim.

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