Desembargador manda investigar servidora que denunciou prefeito por compra de votos

Hipótese é de que Elizabeth Maria Aparecida tenha aceitado repassar informações falsas em acordo com ex-vereador Abílio Brunini

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

A ex-servidora de Cuiabá Elizabeth Maria de Almeida deverá ser investigada por denúncia de suposta compra de votos de vereadores pelo prefeito Emanuel Pinheiro. O desembargador do Tribunal de Justiça, Pedro Sakamoto, mandou a Polícia Civil instaurar um inquérito. 

A hipótese é que a servidora tenha praticado “blefe” em acordo com o ex-vereador Abílio Brunini (Podemos) para incriminar o prefeito. A informação foi confirmada ao LIVRE pela assessoria do 2º Grau do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. 

A determinação de investigação faz parte de análise do recurso em que o desembargador Sakamoto inocentou o prefeito Emanuel Pinheiro da suposta compra de votos, na semana passada. 

Histórico do caso 

Elizabeth Maria de Almeida foi apresentada pelo então vereador Abílio Brunini durante a apuração, da comissão parlamentar de inquérito (CPI) na Câmara dos Vereadores de Cuiabá, de denúncia de quebra de decoro contra ele. 

Na época, Elizabeth seria servidora do Hospital São Benedito e teria participado de uma festa na casa do vereador Juca do Guaraná (MDB) e visto Emanuel Pinheiro negociar valores de voto para que Abílio tivesse o mandato cassado. 

Segundo Abílio, Elizabeth teria enviado a ele, por WhatsApp, áudios com a explicação de como o esquema acontecia. Porém, em janeiro de 2020, ela disse em depoimento à Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) que teria sido induzida a depor contra o prefeito.    

Abílio é ouvido no processo como testemunha das informações de acusação contra Emanuel Pinheiro. 

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