Deputados federias eleitos gastam R$ 9,4 mi em campanha e despesas não quitadas superam os R$ 300 mil

Emanuelzinho Pinheiro, Carlos Bezerra e Juarez Costa ainda não quitaram todas as despesas e o primeiro gastou mais do que arrecadou

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Os oito deputados federais eleitos por Mato Grosso contraíram despesas de campanha nas eleições deste ano que totalizam R$ 9,4 milhões. Emanuelzinho Pinheiro (PTB) foi o único que gastou mais do que arrecadou e, assim como Carlos Bezerra (MDB) e Juarez Costa (MDB), ainda não quitou todas as despesas que contratou, cujos débitos somados chegam a R$ 302 mil.

O petebista arrecadou R$ 1,671 milhão, sendo 80% desses recursos proveniente de diretórios partidários e 10% de pessoas físicas. Seus gastos, por sua vez, totalizaram R$ 1,815 milhão, R$ 144 mil a menos do que recebeu, e dos quais pagou, até o momento, R$ 1,642 milhões, restando ainda R$ 173 mil a serem quitados.

Bezerra recebeu R$ 1,883 milhão e gastou R$ 1,882 milhão, mas até agora pagou R$ 1,791 milhão, possuindo um débito de campanha de R$ 91 mil. A maior parte da receita do emedebista, 97,6%, é oriunda de legendas partidárias.

Também do MDB, Juarez Costa arrecadou R$ 401,2 mil e contraiu despesas no montante de R$ 381,8 mil, dos quais foram pagos R$ 343,7 mil, faltando ainda R$ 38,1 mil. Os maiores investidores da campanha de Juarez foram pessoas físicas, que totalizaram 64,9% das doações. Ele também recebeu 27,6% de outros candidatos, como do senador eleito Jayme Campos (DEM), que repassou R$ 101,1 mil para sua campanha.

O campeão em gastos entre os eleitos para Câmara Federal, entretanto, foi Neri Geller (PP), que também foi o que declarou possuir o maior patrimônio à Justiça Eleitoral. O progressista gastou R$ 2,412 milhões dos R$ 2,441 milhões que arrecadou, maior parte de partidos, que repassaram 68%. Pessoas físicas foram responsáveis por 29,2% dos recursos, entre elas, Elizeu Maggi Scheffer, que é primo do ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), e doou R$ 100 mil para Geller.

Do outro lado do ranking de gastos, o candidato mais econômico na disputa vitoriosa foi, coincidentemente, o mais bem votado. Nelson Barbudo (PSL) gastou apenas R$ 122,5 mil dos R$ 331,8 mil que recebeu, sendo 93,3% de pessoas físicas.

José Medeiros (Pode) contraiu despesas no total de R$ 1,559 milhão, dos R$ 1,565 milhão que arrecadou, sendo 62,3% de partidos e 37,4% de pessoas físicas. Entre os doadores, estão novamente o primo do ministro, que investiu R$ 150 mil em sua campanha, e o empresário Odilio Balbinotti Filho, que doou para outros três candidatos ao Senado, e repassou R$ 115 mil para Medeiros.

Leonardo Albuquerque (SD) contou com uma receita de R$ 1,121 milhão, sendo quase 80% provenientes de partidos políticos, e gastou R$ 1,114. Rosa Neide (PT), que recebeu quase todo o recurso para campanha de legendas partidárias, um total de 96,8% dos R$ 714,7 mil que arrecadou, gastou R$ 644,1 mil.

Os valores estão presentes na prestação de contas dos candidatos à Justiça Eleitoral, cujo prazo se encerrou no último dia 6. O limite de gastos para a disputa pelo cargo de deputado federal nas eleições deste ano era de R$ 2,5 milhões.

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