Deputados federais vão decidir entre distritão e volta das coligações para 2022

Comissão especial aprovou ontem a instalação do modelo que elege somente os deputados que tiveram mais votos

(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

A comissão especial da Câmara Federal aprovou, na noite dessa segunda-feira (9), o projeto de lei que altera a forma de escolha de deputados estaduais e federais. Pela proposta, o modelo proporcional será substituído por um parecido ao majortiário, o chamado distritão. 

O projeto recebeu 22 a favor e 11 contra. O suplente Valtenir Pereira (MDB-MT), único representante de Mato Grosso na comissão, faz parte do grupo derrotado. 

O distritão direciona o voto para o candidato e não para as legendas partidárias. Nesse modelo, as agremiações perdem força no jogo político, pois as articulações possíveis no voto proporcional seriam extintas. 

Distritão e coligação 

Porém, dois modelos de voto para 2022 serão apreciados em plenário. O acordo entre as lideranças partidárias levou à separação das propostas de distritão e de coligações.  

“O distritão elege os candidatos que realmente receberam mais votos, acaba com essa aberração de candidatos que recebeu 80 mil votos ficar e quem recebeu 47 mil ser eleito. Acredito que os deputados vão aprová-lo já para o próximo ano”, diz o deputado federal Nelson Barbudo (PSL-MT). 

A deputada Rosa Neide (PT-MT) diz que a Câmara Federal deve empurrar o distritão para 2026. Além disso, deve extinguir a lei em vigor que proíbe as coligações. Segundo a parlamentar, é o modelo menos prejudicial às organizações políticas, que não tendem a aceitar uma mudança mais acentuada já para o próximo ano. 

“As lideranças acertaram de separar a votação do distritão e das coligações. Para o ano que vem, ou vai ser uma coisa ou ver a outra. O distritão desfavorece muito os grupos, pois torna a eleição personalista. As coligações dão mais valor aos grupos”, afirmou. 

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