Deputado vê “queima de arquivo” e CPI vai investigar assassinato de empresário

Segundo Wilson Santos, informações dão conta de uma possível delação de Wagner Pimentel

Autor do pedido que deu origem à nova Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Sonegação Fiscal na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o deputado estadual Wilson Santos (PSDB) pretende investigar o assassinato do empresário Wagner Florêncio Pimentel, de 47 anos. Na avaliação do tucano, o crime pode ser uma “queima de arquivo”.

Wagner foi morto a tiros no bairro Jardim das Américas, em Cuiabá, no último final de semana. O empresário havia sido alvo da Operação Crédito Podre, que investigava um suposto esquema de sonegação de mais de R$ 140 milhões em ICMS no comércio de grãos em Mato Grosso.

A CPI da Sonegação ainda não iniciou oficialmente os trabalhos, mas Wilson disse que vai tentar uma reunião com o secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, ainda nesta quarta-feira (13) para tratar do assunto. A suspeita do deputado é que Wagner teria feito uma delação parcial sobre os crimes dos quais participou.

“Segundo informações, ele entrega meio mundo dos poderosos de Mato Grosso. Há informações também de que a viúva pretende encaminhar documentos e continuar a delação do marido”, disse o parlamentar, durante a sessão plenária.

Responsável pelo caso, a delegada Jannira Laranjeira afirmou à reportagem do LIVRE que já descartou a hipótese de latrocínio, tendo em vista que foram encontrados no carro do empresário mais de R$ 1 mil em dinheiro. Ela disse também que já requereu sigilo sobre as investigações.

Wilson Santos ainda aproveitou a sessão plenária desta quarta-feira para cobrar os líderes dos blocos partidários da AL sobre a indicação dos membros da CPI. São responsáveis por apresentar os nomes dos interessados em participar da investigação os deputados Dilmar Dal Bosco (DEM), José Eugênio (PSB) e Janaina Riva (MDB).