Deputado diz que policiais que se recusam a tomar vacina devem ser punidos

Profissionais da segurança creem que vacinação não fará diferença na luta contra o coronavírus

Um grupo de policiais militares, civis e agentes penitenciários de Mato Grosso está resistindo a tomar vacinas contra a covid-19.

Os profissionais da segurança pública são prioritários no plano de imunização a tomar as duas doses, porém, muitos não estão comparecendo à vacinação, ainda que devidamente convocados pela Secretaria de Estado de Segurança Pública.

A informação foi dada nesta segunda-feira (26) pelo presidente da Comissão de Segurança Pública e Comunitária da Assembleia Legislativa, deputado estadual João Batista (PROS).

“Chegou a informação de que policiais estão recusando a vacina. Pessoalmente, já vi essa informação em grupos de WhatsApp e também denúncias de servidores de que muitos profissionais da segurança não irão se vacinar. Também houve informativos das secretarias convocando profissionais de segurança a tomar a vacina porque não compareceram na data prevista”, disse.

“O servidor público que se recusa deve responder a um processo administrativo disciplinar e sofrer uma advertência ou punição mais severa, conforme for o caso. Quando o profissional da segurança não toma a vacina, corre o risco de contaminar-se e levar a doença para a família ou a terceiros. Isso foge de qualquer esfera ideológica individual”, completou.

As vacinas não irão fazer diferença

O parlamentar diz que pelas informações colhidas, um grupo de profissionais da segurança diz que “as vacinas não irão fazer diferença” e por isso a recusa em tomá-las.

Agente prisional do Estado aprovado em concurso público, o deputado João Batista diz que é contra projeto de lei que impõe a obrigatoriedade da vacina ao cidadão.

Porém, considera que, em se tratando de profissionais da segurança pública como PMs, policiais civis e agentes prisionais. que mantêm contato diretamente com alto número de pessoas no cotidiano, a vacina é a medida mais prudente.

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