Deputado diz que agro é “distorcido” e “criminalizado” em apostila da Seduc

Gilberto Cattani diz que críticas sobre uso de agrotóxico são feitas com viés negativo para enaltecer movimentos sociais

O deputado estadual Gilberto Cattani (PSL) diz que o agronegócio está “distorcido” e “criminalizado” em apostila escolar distribuída pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) a alunos do sétimo ano do ensino fundamental. 

Segundo ele, os textos do material apresentam “pequenos, médios e grandes produtores” com viés ideológico negativo e, paralelamente, enalteceriam ações do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).  

“Tomei conhecimento de que uma apostila do sétimo ano dos nossos filhos aqui nas escolas estaduais diz que o agronegócio mata e que o MST é uma coisa boa. A mesma apostila tem atividades com viés ideológico que deterioram o agronegócio e dão voz a movimentos terroristas”, disse. 

A apostila teria sido entregue como material de apoio às aulas presenciais na rede pública. Cerca de 233 mil unidades teriam sido encomendas pela Seduc, impressas pela editora Moderna, e distribuídas para 15 Diretorias Regionais de Educação (DRE). 

Agrotóxico e disputa de terras 

A apostila tem atividade com crítica ao uso de agrotóxico na produção do agronegócio em Mato Grosso e no país. Em um caso, o texto relaciona a grande produção de grãos, com a dependência da economia brasileira do setor, e o uso de defensivos para o cultivo. 

“Um terço dos agrotóxicos usados no Brasil é proibido pela União Europeia, e entre os dez agrotóxicos usados na agricultura, dois são proibidos pela legislação brasileira. Esse quadro já desenha a dimensão do problema”.  

Outra questão diz que a “criação de latifúndios” gera “desemprego, miséria e violência no campo rural”. Logo em seguida afirma que a situação teria gerado a formação de movimentos por distribuição de terras. 

Pedido de explicação à Seduc

O deputado diz que pedirá uma explicação à Seduc sobre a imagem do agronegócio nas apostilas, pois o agronegócio estaria relacionado ao cotidiano de “milhares de estudantes”, cujos pais trabalham no setor. 

“Isso é um absurdo. Vou pedir para o secretário Alan Porto rever este tipo de situação. Isso denigre não somente os agricultores do nosso Estado, mas também coloca nas cabeças de nossas crianças que os pais delas estão envenenando o mundo”, afirmou.

O que a Seduc tem a fala sobre o assunto

A equipe de O Livre entrou em contato com a Assessoria de Imprensa da Seduc para falar sobre o assunto e até o horário de publicação da matéria, a secretaria não tinha dado o retorno. O espaço continua aberto à manifestações.

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