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Depressão pós-férias? Sim, ela existe e é mais grave do que você pensa

Cresce número de brasileiros interessados em uma transição de carreira
Foto de Laura Nabuco
Laura Nabuco

Atire a primeira pedra quem nunca sentiu aquela sensação de angústia e, até, tristeza nas vésperas de uma segunda-feira. Pior quando essa segunda-feira vem logo após as férias, não é mesmo. O sentimento é considerado normal por especialistas, mas dependendo da “profundidade”, pode ser um quadro patológico. Sim, depressão pós-férias existe e é um problema real!

O quadro é diagnosticado quando o indivíduo enfrenta estados de melancolia profundos e constantes. O trabalhador nessa condição pode ter problemas para realizar tarefas simples do dia a dia, como tomar banho, cuidar da aparência e até levantar da cama. A situação pode perdurar por mais de 3 semanas, caso não haja acompanhamento de um psicólogo.

Estudos científicos

Em um levantamento apresentado em 2020, a Associação Internacional de Gestão do Estresse (Isma) apontou que 23% dos brasileiros sofrem com a depressão pós-férias.

Dez anos antes, outro estudo, publicado no Journal of Happiness Studies, descobriu que pessoas que tinham um senso de controle sobre suas férias e um maior nível de engajamento durante esses períodos eram menos propensas a experimentar a depressão pós-férias.

Além disso, um estudo publicado no Journal of Applied Psychology, em 2011, descobriu que as pessoas que planejavam atividades para depois das férias tinham uma transição mais suave de volta ao trabalho.

(Foto: Ruslan Burlaka)

Sintomas da depressão pós-férias e como evitá-la

A psicóloga Jaqueline Rocha, que atua na Faculdade Anhanguera, diz que um caso de depressão pós-férias pode ser identificado por sintomas como a falta de concentração, mau humor e insônia recorrentes. Ela também dá dicas de como se preparar, para não sofrer desse mal.

Organização do primeiro dia: ela afirma ser importante separar a primeira manhã da volta ao trabalho para planejar o que você vai fazer nesse novo ciclo. Bloquear o calendário é uma boa iniciativa para você organizar uma visão crítica do que precisa ser priorizado ou não.

Compartilhar experiências: um momento de café com os colegas para contar como foram as férias também é interessante e traz benefícios para a saúde mental no ambiente de trabalho. Essas pausas para o relaxamento e recordação equilibram possíveis momentos de estresse.

Retorno de viagens: Jaqueline Rocha diz que não ser recomendável voltar de viagem um dia antes de acabarem as férias. A organização pessoal também é necessária, então, separe dois dias para realizar as obrigações da casa, antes do recomeço na rotina de trabalho.

Novos hábitos: adote para o seus dias de folga algumas das atividades típicas das férias, como trilhas na natureza e idas a restaurantes. Manter a vida social com amigos e familiares, dias de massagem, visitas a parques e museus ou até atividades dentro de casa podem tornar a rotina mais movimentada e saudável.

(Com Assessoria)

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