Depois de renúncia de Fávaro, Botelho promete aprovar projeto que muda sucessão de Taques

Presidente da Assembleia passa a ser primeiro na linha sucessória do Palácio Paiaguás

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Depois da renúncia do vice-governador Carlos Fávaro (PSD), na manhã desta quinta-feira (5), o presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (DEM), disse que vai trabalhar pela aprovação do projeto que acaba com a transmissão automática do governo em caso de impedimento do governador. Ele passa a ser o primeiro na linha sucessória, no lugar do vice e, se assumir o governo depois do dia 7 de abril, pode ficar impedido de se candidatar à reeleição. O segundo na sucessão é o presidente do Tribunal de Justiça, o desembargador Rui Ramos.

“Eu não posso assumir porque fico inelegível. Mas tenho confiança no governador Pedro Taques de que ele jamais faria isso comigo, nem com o Fávaro”, declarou Botelho. “Mas temos uma lei tramitando, para que o governador comunique a Assembleia ou ao imediato que ele vai assumir, e vamos continuar com ela. Não cria constrangimento nenhum, nem há nada de ilegal numa lei dessa”, completou.

Os deputados estaduais Pedro Satélite (PSD) e Wagner Ramos (PSD) disseram que há entendimentos de que o projeto é inconstitucional. Ambos afirmaram que a renúncia de Fávaro é para preservar sua pré-candidatura ao Senado do impedimento jurídico, no caso de ele ter que assumir o governo no período de seis meses antes das eleições.

Em crise

Apesar da renúncia, Fávaro negou estremecimento na relação com Taques. “A renúncia é para que eu possa construir minha candidatura ao Senado. Não é justo fazer isso usando a estrutura da vice-governadoria, usando dinheiro público”, afirmou em entrevista coletiva. Ele negou que a decisão esteja relacionada à transmissão automática do cargo. “Isso são coisas menores”, disse.

No entanto, o vice não comunicou ao governador sua decisão de renunciar. “Para renunciar eu tenho que avisar o presidente da Assembleia”, declarou. Além disso, Fávaro não foi convidado para o jantar que Taques ofereceu para aliados, em sua casa, na noite passada (4). “Nem fiquei sabendo”, disse.

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