15 de abril de 2026 09:50
Brasil

Depoimento de João de Deus tem agente atropelado, fiação queimada e sustos

Foto de Camilla Zeni
Camilla Zeni

O depoimento do médium João de Deus, de 76 anos, prestado na noite de domingo (16), em Goiânia (GO), teve uma sequência de fatos curiosos que levaram até mesmo a delegada responsável pelo caso falar em “energia” espiritual.

Conforme noticiou o site Metrópoles, as curiosidades começaram até mesmo antes de João de Deus ser colocado na sala com os investigadores.

Preso no município de Abadiânia, João de Deus seria ouvido na comarca de Anápolis, mas um acidente envolvendo um escrivão mudou o rumo da situação. Conforme divulgou a Polícia Civil, o agente foi atropelado na BR-060 justamente quando estava a caminho da delegacia. Por sorte, quebrou apenas um braço.

Devido ao acidente, o depoimento mudou para Goiânia, capital do estado. Quando o médium finalmente estava na presença de investigadores, os acontecimentos tornaram a se repetir – e em maior escala.

Contou a delegada Karla Fernandes, que também coordena a força-tarefa responsável pelo caso do médium, que quando ligou o computador para registrar as alegações de João de Deus, o teclado desconfigurou. Independente da tecla que digitada, saia na tela a letra O, repetidas vezes.

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Em outro momento, a delegada teria pego uma extensão para ligar o ar-condicionado da sala, devido ao calor. No entanto, um fio explodiu e ainda queimou o frigobar do local. Com o susto, todo mundo gritou.

Em entrevista à imprensa depois de um interrogatório de duas horas, a delegada, por fim, revelou acreditar que estão “diante de uma situação que envolve crenças e energias”. Ela também disse acreditar no poder de João de Deus, mas observou que, em determinado momento, houve um “desvio no caminho”.

Depoimento

João de Deus, que está preso desde a tarde de domingo, disse aos investigadores que não se lembra de metade das mulheres que o denunciaram. No entanto, teria feito pesquisa sobre a coreógrafa holandesa que a denunciou no programa Conversa com Bial, quando os escândalos de abuso sexual vieram à tona. Na ocasião, ele tentou usar o passado da jovem contra ela, dizendo que isso poderia descredibilizá-la.

A equipe chegou a questionar o médico a respeito das alegações, uma vez que ele teria tentado fazer desacreditar sobre diversas vítimas. Ele apenas respondeu que as acusações que pesam contra ele são graves e que seriam um jogo sujo, por serem falsas.

Depois do depoimento, ele foi levado ao Núcleo de Custódia, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital.

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