Defesa de Mauro Savi pede a nulidade do processo que investiga corrupção no Detran

Defesa alega que MPE não requereu autorização para que o parlamentar fosse investigado

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

A defesa do deputado estadual Mauro Savi (DEM), preso há mais de três meses por suposta participação em corrupção no Detran, em decorrência das operações “Bereré” e “Bônus”, entrou com pedido de nulidade do processo.

O advogado Paulo Fabrini protocolou o pedido junto ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Ele alega que o Ministério Público Estadual (MPE) não requereu autorização para que o parlamentar fosse investigado. O deputado Mauro Savi é acusado de ser um dos chefes da suposta organização e já teve seis pedidos de liberdade negados pela Justiça.

A solicitação de nulidade deve ser analisada pelo relator da ação, o desembargador José Zuquim. O Poder Judiciário, inclusive, já havia marcado para o dia 23 de agosto o julgamento da ação.

[related_news ids=”85900,72172,66680,57483,61948″][/related_news]

Além do parlamentar, estão entre os réus Paulo Taques, ex-chefe da Casa Civil e primo do governador Pedro Taques (PSDB), Pedro Jorge Zamar Taques, irmão de Paulo Taques, e os empresários José Kobori, Roque Anildo Reinheimer e Claudemir Pereira dos Santos.

A defesa de Pedro Jorge Zamar Taques solicitou ao relator da ação um novo prazo para ter acesso à gravação de mídias. O pedido, no entanto, foi parcialmente negado pelo magistrado nesta segunda-feira (13). Zuquim argumenta que o advogado poderá obter somente o material que alega estar faltando.

“Digo isto porque a permissão de acesso aos elementos dos autos para a defesa é uma garantia do contraditório e à ampla defesa, mas não pode servir de entrave para o andamento processual, mormente quando existem corréus segregados [presos]”, explicou o desembargador.

Com exceção de Kobori, todos os outros denunciados estão presos. A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, contudo, pediu que o habeas corpus (liberdade provisória) concedido a Kobori fosse reconsiderado, ou seja, que ele volte para a prisão.

A solicitação da procuradora-geral vai ser analisada pela ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber. A liberdade ao empresário foi concedida dia 27 de julho pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Tóffoli. O magistrado, à época, destacou que a soltura poderia ser revista pela relatora da ação, Rosa Weber.

A suposta organização criminosa seria responsável pelo desvio de R$ 30 milhões por meio de fraude em contrato mantido pela empresa EIG Mercados Ltda e o Departamento Estadual de Trânsito do Estado (Detran-MT). O contrato atualmente está suspenso.

Paulo Taques é apontado como um dos líderes do esquema e já teve pedido de habeas corpus negado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





Aceito que meu nome seja creditado em possíveis erratas.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorGrupo furta 15 toneladas de cabos de cobre em Várzea Grande e acaba preso
Próximo artigoServidora se nega a vacinar criança em posto de saúde e polícia precisa intervir